A Arte dos Controles Financeiros – Episódio I

By Comunicacão FAPPES 3 anos ago

Por que alguns proprietários de empresas dos mais variados setores, de micro a médio porte, se recusam ou acham desnecessário aplicar controles financeiros em suas empresas?

Tudo bem, sei que quando surge a palavra “controle”, os cabelos começam a ficar em pé e o corpo inteiro começa a coçar, mas não é um bicho de sete cabeças!!

Estes controles surgiram para facilitar a vida financeira das empresas, porém uma minoria os emprega como ferramenta diária.

A justificativa dos proprietários ou das pessoas que controlam o dinheiro é falta de tempo ou de conhecimento. Na maioria delas, o único controle é saber o quanto “recebemos” sobre as vendas para saber o quanto “pagaremos” de despesas naquele dia.

Esta atitude é válida, mas não produtiva! É uma atitude imediatista!

Como saber se existirá receita suficiente para pagar as dívidas até o final do mês? Como saber haverá folga financeira que permita ser aplicada em um dos inúmeros produtos bancários na qual após certo período de tempo, ocasionará em uma boa rentabilidade? Ou, como saber se haverá recursos financeiros que poderão ser reinvestidos na própria organização?

Esta pergunta é respondida através dos controles.

Existem vários tipos de controles financeiros, cada um atendendo uma necessidade organizacional específica, porém dos mais utilizados na administração financeira para curto ou curtíssimo prazo é o FLUXO DE CAIXA.

Para Assaf Neto e Silva (1997, p. 35) “(…) o fluxo de caixa é um instrumento que relaciona os ingressos e saídas (desembolsos) de recursos monetários no âmbito de uma empresa em determinado intervalo de tempo”.

O Fluxo de Caixa é um dos instrumentos que auxiliam as organizações a tomarem decisões, toda a movimentação financeira estará demonstrada, um pagamento não acontecerá se não houver a entrada de recurso.

Não importa (neste primeiro momento) se ao longo do mês, a empresa estará com escassez de recursos ou “no vermelho” por falta de receitas, mas ele apresenta a real situação e dá condições claras e objetivas do quanto é necessário para tirar este “vermelho” da vida mensal do seu negócio.

Esta é a função do Fluxo de Caixa.

O Fluxo de Caixa precisa ser alimentado com as informações de Contas a Receber (faturamentos, emissão de notas fiscais, recebimentos a vista, etc.) e do Contas a Pagar (compras faturadas, compras a vista, salários, aluguel, telefone, tarifas bancárias, etc), sem estas informações inseridas diariamente, o Fluxo de Caixa perde a razão de ser.

IMPORTANTE: Esta alimentação tem que ser rotina do setor.

Claro que para transformar esta atividade em rotina, irá demorar um pouco. O profissional precisa criar o hábito de ser a primeira coisa a fazer no dia. Vai dar trabalho, a tendência é deixar de lado, pois outras situações aparecerão e serão consideradas mais importantes, mas lembrem-se: não percam o foco!!!

Só assim, criando a rotina do Fluxo de Caixa é que se tem a oportunidade de antever problemas financeiros e transformar saldos negativos em positivos.

Este artigo será o primeiro de muitos que serão escritos para atender as necessidades e orientá-los para que suas empresas transformem-se lucrativos negócios.

 

Profª Ms. Rosângela Malteze Bosso, mestre em Comunicação, Administração e Educação e pós-graduada em Administração Financeira em Empresas Modernas.

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