Você precisa se arriscar mais!

By Virgínia Terra 1 ano ago

Sempre me incomodo como a forma que as pessoas encaram o mundo. Sinto às vezes que, se pudessem escolher, as pessoas seriam apenas um caranguejo, saindo de dia para buscar comida e, a noite, se esconderiam dentro de sua toca, garantindo sua suposta segurança.

E o que há de errado nisso? Buscar a segurança não é o que precisamos para manutenção da espécie?

Ainda bem que temos várias pessoas que não pensam dessa maneira. Aliás, é por causa de várias delas que estou divulgando este texto e você, por consequência, está lendo-o. Se há um ponto em comum com as pessoas que mudaram o mundo para melhor, este é o de nunca aceitarem o status quocomo ele se apresenta. Isso requer tomar riscos que outras pessoas não estão dispostas a correr.

E qual o sentimento que nos rodeia quando buscamos a segurança? O medo. Claro que é importante sentir medo, mas, quando levamos nossa vida em busca da segurança (sombreada pelo medo), acabamos por cair em um ciclo de ostracismo, o que eu chamo de Ciclo da Paralisia. A imagem abaixo ilustra bem o ciclo:

Interpretando a imagem, o sentimento de medo nos leva a uma retração, como se buscássemos algo para nos esconder ou deixar de decidir, esperando que alguém decida por nós, já que por termos medo, não queremos assumir riscos. Dessa situação, sucede a desesperança, que é a crença infundada que o futuro não poderá ser melhor do que a situação presente e, tendo esse sentimento, não preciso e nem devo agir de forma diferente da que ajo hoje. Isso nos leva a uma situação de submissão na qual temos a sensação de impotência que acaba por fazer com que tenhamos a necessidade de tentar encontrar a segurança a qualquer custo e, por fim, por retroalimentar nosso medo, colocando-nos em uma situação cíclica de paralisia.

Esse ciclo só poderá ser quebrado caso haja, em primeiro lugar, a mudança do ponto de vista de antigos conceitos, ou o que chamamos de quebra de paradigmas. Devemos entender que a forma que enxergamos o mundo é a forma como ele se molda em nossa volta. Caso nossa visão seja de crise e escassez, alimentaremos essa situação com nossas ações. Isso pode parecer um tanto óbvio, mas basta um olhar atento ao redor para percebermos quantas pessoas vivem a visão de escassez e, por consequência, o ciclo da paralisia.

Uma outra consequência do ciclo da paralisia é o de nos manter na nossa Zona de Conforto. Não gosto muito de conforto porque conforto nos remete a algo bom e, permanecer a vida inteira em uma zona de conforto é uma verdadeira cegueira. Prefiro chamar a Zona de Conforto de Zona de Escuridão, pela incapacidade que temos de enxergar novas possibilidades e novas oportunidades.

Até hoje estaríamos andando a cavalo se ninguém desse o primeiro passo na descoberta do veículo automotor. Existe todo um mundo que você não enxerga (que simplesmente se revela) quando você abre sua mente!

Uma das formas de você quebrar esse ciclo vicioso que citei, é aumentar ou construir seu apetite pelo risco. Isso mesmo, o RISCO. Aquele termo que todos falam que você deve calcular ou passar longe! Isso porque, quando você está em posição de assumir riscos, um turbilhão de efeitos e circunstâncias se desenha à sua frente. Quando se assume um Risco, você passa a figurar em um outro Ciclo, agora o que eu chamo de Ciclo da Disrupção. A imagem abaixo representa esse ciclo:

No Ciclo da Disrupção, assumir um risco representa sair da zona de escuridão, dar um passo para um resultado que você não pode prever, mas que necessariamente será positivo, eis que no mínimo podemos aprender com nossas decisões. Além disso, tomar riscos nos coloca em uma situação positiva de ação, de agir em busca de algo novo, amplificando nosso campo visual, ou seja, passamos a enxergar possibilidades e oportunidades que antes ficavam ocultas a nós. Esse campo de oportunidades alimenta nossa natural vontade criativa, que acaba por nos inclinar novamente em busca do novo, ou seja, em assumir riscos.

Além disso, como já é conhecido pela maioria, quanto maior o risco tomado, maiores as chances de retorno. O grande problema é que todos desejam grandes retornos sem tomar grandes riscos. Portanto, assuma riscos que estejam proporcionalmente relacionados ao retorno que você espera!

Desse ciclo de disrupção, que busca quebrar o status quo, é que nascem grandes descobertas e soluções que podem impulsionar a humanidade a um novo patamar (algo que estamos precisando AGORA, não?).

E você, qual será o risco que assumirá em 2016?

Leandro Berchielli

Diretor Geral da Fappes

*Para ver mais postagens do nosso Diretor, siga-o em https://medium.com/@berchielli.

Categories:
  Blog Acadêmico, Carreira, Fappes
this post was shared 0 times
 000
About

 Virgínia Terra

  (31 articles)

Supervisora de Marketing - Comunicação

Um Comentário

  • Ede Almeida says:

    Focar na minha empresa “Meus Móveis, eu que faço”, aplicar o planejamento estratégico elaborado, manter a alta performance para o seu crescimento deixando as oportunidades do mercado de tralho. Empreendendo sempre!

Comente

Your email address will not be published.