O que um curso de administração pode ensinar sobre empreender?

By Virgínia Terra 2 semanas ago

O termo empreendedorismo, como sabemos, significa a capacidade ou a disposição para idealizar, implementar e conduzir projetos, negócios e soluções inovadoras. Essa definição básica parece dizer, portanto, de qualidades e aptidões exclusivamente individuais, intrínsecas à própria pessoa, não é mesmo?

Entretanto, quando se pesquisa mais a fundo, percebe-se uma relação bastante inconsistente entre a ação de empreender e a educação universitária. Um curso de Administração, por exemplo, costuma ser essencial para preparar bons empreendedores.

Isso porque, apesar de a experiência prática e as qualidades individuais serem fundamentais, o embasamento teórico aliado a uma instituição que permita a experimentação do aluno certamente gerarão um bom ambiente para o desenvolvimento das habilidades empreendedoras.

O ideal, desse modo, é aproveitar uma inclinação preexistente com uma preparação sólida e consistente que só uma faculdade pode proporcionar.

A boa relação entre ensino universitário e sucesso nos negócios pode ser comprovada à primeira vista, por exemplo, na lista das pessoas mais ricas do mundo, divulgada pela revista Forbes. Para termos uma ideia concreta, dos 270 bilionários existentes nos Estados Unidos, mais de 90% possuem formação superior completa, o que se torna quase um requisito.

Além disso, dados da Fundação Kauffman (organização sem fins lucrativos especializada na promoção de uma cultura empreendedora) confirmam a relação explícita entre uma boa instrução e o sucesso empresarial. Um estudo divulgado por essa instituição em 2010 mostrou que as empresas norte-americanas lideradas por profissionais formados nas principais universidades daquele país chegavam a apresentar um faturamento até três vezes maior se comparadas às geridas por pessoas sem formação superior.

E aí? Ficou interessado? Quer saber como a graduação correta ajuda a moldar mentes empreendedoras como a sua? Pois, neste post, te contamos como o curso de Administração pode preparar você para gerir suas ideias inovadoras e aplicá-las rumo ao sucesso do seu negócio. Confira!

Faculdade de Administração ou curso de empreendedorismo?

O desejo em empreender é algo que vem crescendo ao longo dos últimos anos. Como consequência, estamos mais acostumados a manchetes de jornais e portais de notícia dizendo “Em meio à crise, cresce o número de empreendedores no Brasil”, “O empreendedorismo feminino cresce 34%” ou “A taxa de empreendedorismo hoje é a maior dos últimos 14 anos”.

Com tanta procura, não por acaso, cada vez mais as universidades brasileiras estão buscando incluir disciplinas relacionadas ao empreendedorismo em suas grades curriculares. Segundo o professor Marcelo Aidar, o número de publicações científicas sobre esse tema aumentou em mais de 300% em 2010 se comparado aos dados de 2000.

De fato, somente entre 2010 e 2017, o Google Acadêmico registra mais de 20.000 itens relacionados a estudos sobre a arte de empreender.

Apesar do aumento significativo dos debates sobre o tema, vários especialistas concordam que o potencial empreendedor ainda é bastante subaproveitado no país. Aliás, essa parece ser uma tendência global.

Segundo pesquisa divulgada pela Global Entrepreneurship Monitor, falta um maior esforço da maioria dos países em promover a educação para o empreendedorismo. Nas 38 nações pesquisadas no projeto, foi constatado que uma média geral de 21% da população adulta abriu negócios sem nenhum tipo de instrução específica.

Dados específicos sobre o Brasil demonstram a manutenção dessa perspectiva. A maioria dos alunos de universidades brasileiras, apesar de demonstrar desejo em empreender, não buscam preparar-se para esse fim. Um levantamento realizado pela Endeavor em parceria com o Sebrae chamado “Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras” revela que apenas 14,1% dos entrevistados gastam algum tempo aprendendo como iniciar o próprio negócio.

Nesse ponto, a própria universidade possui um papel primordial para criar um bom ambiente propício ao incentivo de práticas empreendedoras. Porém, segundo levantamentos da mesma pesquisa, somente 28% dos estudantes cursaram alguma disciplina relacionada ao empreendedorismo. Por isso, escolher uma boa universidade, que esteja adequada às exigências do mercado moderno e inovador, é tão importante.

Nesse sentido, é preciso ficar atento para não embarcar em cursos tão específicos ou por demais delimitados na esperança de saber tudo sobre negócios. Um curso exclusivo sobre empreendedorismo, por exemplo, pode ser bastante útil para entender os conceitos básicos, a relação entre empreendedorismo e o desenvolvimento econômico, as diversas formas de empreender, as fontes de assessoria e de financiamento etc.

Todavia, há sempre o risco de que a discussão sobre esse tema se dê de forma circular, sem capilaridade, o que pode fazer com que o aluno, ao final, não adquira os conhecimentos necessários para abrir e gerir um negócio com a devida profundidade.

Muitos desses cursos tratam de apresentar os aspectos inerentes ao perfil desejado de empreendedor, dando muita ênfase às suas características pessoais, mas sem construir ferramentas de gestão. Segundo a já citada pesquisa da Endeavor e do Sebrae, 54% das disciplinas sobre empreendedorismo são sobre “inspiração” — que, apesar de importantes, são claramente insuficientes para implementar e administrar uma empresa.

O curso de Administração possui, em sua grade curricular, disciplinas já destinadas ao fomento da abertura de negócios e sua correta gestão. Apesar de as matérias, de forma isolada, não necessariamente instigarem os alunos a empreender, o conhecimento adquirido no curso fornecerá suporte para identificar boas oportunidades de negócio e planejar a atuação.

Logo, essa carreira, se associada às práticas e teorias do empreendedorismo, pode contribuir bastante para a proposição de soluções criativas e inovadoras no mundo dos negócios.

No curso de Administração, o aluno vai frequentar diversas disciplinas que vão proporcionar uma formação mais ampla, apresentando as ferramentas e os conhecimentos necessários para gestão, negociação e marketing em uma empresa de maneira sólida.

Na graduação, o estudante terá contato com disciplinas, como economia, contabilidade, estatística e matemática, capazes de construir um conhecimento sobre aspectos essenciais da Administração financeira de um empreendimento. Elas proporcionam a observação metódica do ambiente econômico que rodeia as organizações, ajudando a sistematizar informações úteis sobre o cenário de investimentos.

A grade curricular do curso de Administração conta, ainda, com matérias específicas sobre marketing e gestão da qualidade, que proporcionam conhecimentos sobre a análise de mercado, estratégias de precificação, propaganda, desenvolvimento de novos produtos adequados às novas necessidades, entre outros.

Ademais, compõem o currículo do administrador disciplinas relacionadas ao Direito, ao Comércio Exterior e à Gestão de Pessoas e de Carreiras. Por fim, o curso proporciona uma formação humanística a partir de disciplinas como ética, política e cultura, essenciais para o reconhecimento da diversidade e da pluralidade social.

Como podemos perceber, a graduação em Administração é bastante ampla e robusta, capaz de proporcionar uma formação sólida e uma preparação para os empreendedores, construindo caminhos e possibilidades para práticas inovadoras. Nesse ponto, é muito importante buscar saber como a instituição de ensino superior pensa o empreendedorismo e como ela aplica isso em sua grade curricular.

Na hora de pesquisar pela faculdade ideal, verifique se ela possui disciplinas como “Princípio de Coaching”, “Tomada de decisões e Cenários”, “Empreendedorismo” e “Estudos de Caso”. Elas são um bom indicativo de que ali você encontrará um ambiente propício para desenvolver a sua mente criativa.

Além disso, é necessário verificar se aquela faculdade se preocupa em colocar o aluno em contato com práticas e técnicas empreendedoras, capaz de fomentar seu espírito de iniciativa e de competição!

Mas como ser empreendedor na faculdade?

Segundo a já citada pesquisa da Endeavor e do Sebrae, seis em cada dez universitários brasileiros pretendem abrir e administrar o seu próprio negócio. Isso demonstra uma clara vocação do nosso país para o empreendedorismo. Entretanto, o mesmo estudo revela que há uma enorme discrepância entre os desejos dos alunos e as decisões da maioria das universidades.

De fato, o levantamento revela que, enquanto 65% dos professores se dizem satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo dentro das faculdades, o percentual de satisfação dos alunos é bem inferior, sendo apenas de 36%. Como já abordamos, as grades curriculares mais tradicionais acabaram por acoplar matérias “motivacionais”, que visam inspirar o aluno a empreender, mas sem grandes aprofundamentos.

Por isso, quando pensamos em termos mais práticos e em vivências concretas, a pesquisa aponta que eles não estão recebendo o mesmo cuidado das instituições de ensino superior. Contudo, mesmo nesse cenário um tanto quanto adverso, é possível que você, aluno, seja um empreendedor na própria faculdade.

Por esse motivo, a escolha da universidade é um ponto primordial nesse processo e, estando numa instituição adequada aos propósitos do empreendedorismo, você poderá começar a implementar projetos, trabalhos e negócios.

A prova disso é que 70% dos alunos começaram a empreender nos últimos 5 anos, e metade deles abriu sua empresa durante a universidade, segundo dados da pesquisa. Porém, o sonho do negócio próprio é, geralmente, acompanhado por muitas dúvidas sobre como dar os primeiros passos.

O período da graduação é mesmo um espaço de grande experimentação, de um profundo desejo de fazer a diferença na sociedade, de contato com novas ideias e de abertura de um novo mundo de possibilidades. Isso posto, algumas dicas te ajudarão a posicionar-se como um empreendedor para aproveitar da melhor maneira possível esse período tão fértil.

Procure ter o máximo de vivências

Não tenha medo de ser cara de pau, já que o primeiro passo para empreender é ser uma pessoa inquieta e curiosa. Por essa razão, visite desde cedo feiras de negócios (se possível, de diferentes setores), converse com donos de empresas de variados portes, e registre todas as ações e programas que julgar como inovadores e interessantes. Uma hora, eles virarão ideias a serem utilizadas em seus próprios projetos.

Não espere tudo da universidade

Procure, claro, realizar a graduação da melhor forma possível, realizando todas as atividades com empenho e dedicação. Mas, como um bom empreendedor, é necessário ir além.

Para isso, faça cursos extracurriculares sobre novas formas de gestão, de Administração de finanças e de marketing. Leve esses temas para discussão em sala de aula e gere diálogos produtivos com professores e colegas.

Há muitos cursos interessantes na modalidade de Educação a Distância. Então, deixe os vídeos engraçados do YouTube por um instante e se concentre em outros que serão mais úteis para sua vida de empreendedor.

Faça contatos e venda seu peixe

Ter engajamento é também uma atitude que ajudará a desenvolver seu espírito empreendedor. E, nessa hora, a faculdade possui uma série de instrumentos em que você pode atuar de diferentes formas.

Por exemplo, não deixe de participar de organizações estudantis, faça estágios em setores e empresas variadas. Também, busque deixar uma boa impressão em cada lugar por onde passar.

Como resultado disso, segundo dados da pesquisa do Endeavor e Sebrae, 70% dos estudantes que realizaram alguma dessas atividades relataram um aumento na confiança.

Abuse do planejamento e de simulações

Antes de abrir uma empresa de verdade, aproveite os períodos iniciais do curso para planejar e simular situações possíveis. Algumas faculdades incentivam essa postura dos alunos, promovendo competições e feiras empreendedoras.

Além disso, busque atuar em empresas juniores. Elas são geridas pelos próprios estudantes, que têm de se deparar com situações concretas que serão enfrentadas depois no mercado.

Busque ajude na própria universidade

Além de manter contato com outros colegas, aproveite o período universitário também para manter um diálogo aberto e profundo com os professores. Converse sobre suas ideias e peça dicas e recomendações para os seus planos.

Se a faculdade possuir uma incubadora ou qualquer projeto que incentive o empreendedorismo do ponto de vista prático, faça o melhor proveito possível dessas oportunidades. A incubadora ajuda a formular um plano de negócios e desenvolvê-lo em cada etapa particular.

Não tenha medo de errar

Uma postura essencial do empreendedor é não ter medo de arriscar ou de errar. Por causa disso, caso vislumbre uma oportunidade, não deixe de abrir uma empresa ou começar uma startup.

Vários negócios de sucesso surgiram de estudantes visionários que aproveitaram o período universitário para alavancar suas ideias. Se a primeira tentativa der errado, aprenda com as suas falhas e continue persistindo.

Analise bem a sua agenda e a sua disponibilidade

Planejar a implementação de uma empresa requer uma reflexão bastante racional e lúcida sobre quanto tempo você efetivamente poderá dedicar-se a ela. Entender essa dinâmica é fundamental para saber em que tipo de negócio você terá mais chances de prosperar.

Se você ainda tem aulas o dia inteiro, abrir uma empresa no ramo do comércio, que demanda dedicação total num espaço físico específico, certamente não é a melhor opção. Já uma plataforma online pode ser uma boa pedida, já que permite ser gerida em diferentes espaços e tempos.

Mantenha o foco total no negócio e nos estudos

Ter uma empresa e cursar uma faculdade ao mesmo tempo não é uma tarefa nada fácil, e exige dedicação e muito comprometimento. Em função disso, prepare-se para longas jornadas de estudo e de trabalho.

Nessa perspectiva, planeje muito bem o seu tempo e corte qualquer procrastinação. Preste atenção nas aulas e não deixe as atividades para a última hora. Dividir bem o tempo do trabalho e dos estudos é essencial para o sucesso de ambas.

O que a faculdade não pode te ensinar?

Apesar de ser um aspecto importantíssimo para o empreendedorismo, na medida em que amplia o leque dos nossos conhecimentos teóricos e práticos, a faculdade — claro — não pode lhe ensinar tudo ou nem mesmo garantir o sucesso do seu negócio.

Isso porque o empreendedorismo também é uma atitude que depende de sua capacidade de iniciativa, de sua habilidade de negociação, de sua rede de contatos e de sua aptidão para criar soluções inovadoras.

Em todos os casos, a faculdade te ajudará, mas ela, sozinha, não poderá fomentar essas competências. Assim sendo, encare a formação empreendedora para além da universidade e se concentre em três grandes ações: a autoeducação nos primeiros passos como empreendedor; o trabalho próximo de empreendedores reconhecidos, que permite aquisição de repertório; a busca por parceiros empreendedores que estão na mesma situação em que você.

Além disso, há várias situações da vida concreta e cotidiana nas quais a faculdade não poderá te ajudar. Isso, no entanto, não significa que você não deva também preparar-se para elas. Ao contrário, trabalhar para entendê-las é fundamental para o sucesso.

Os primeiros anos como empreendedor, por exemplo, costumam ser de muita penúria financeira. Afinal, abrir um negócio requer investimentos e qualquer corte de gastos excessivos é essencial. Portanto, mantenha um bom planejamento e evite gastos em baladas ou em compras por impulso!

Outro ponto é que ganhar muito dinheiro com startups é, comprovadamente, uma possibilidade. Mas essa é uma expectativa a ser alcançada no futuro. Por isso, esteja preparado para trabalhar muito e ganhar pouco, mesmo que consiga investidores para o seu negócio.

Na faculdade, somos acostumados a ter um comportamento de cumprir as expectativas em relação aos professores, notas, pais e colegas. Porém, no empreendedorismo é necessário ir além das expectativas. Isso demanda riscos e o rompimento com certos caminhos mais fáceis e mais seguros.

Ademais, os problemas concretos do cotidiano não são compostos por respostas certas ou erradas. Ao contrário, a estrada é sinuosa e implica erros e acertos constantes. É como se você fizesse uma prova a cada dia, sem gabarito definido. Em vista disso, esqueça a memorização e aplicação servil do conteúdo. É preciso avançar sobre eles para encontrar soluções que eles não contemplam.

Em livros inspiradores, temos contato com várias histórias de como muitos jovens universitários saíram da faculdade e encontraram investidores dispostos a injetar muito dinheiro em suas ideias. Entretanto, na vida real a coisa não funciona bem assim. O capital de risco existe, mas é uma realidade para muito poucos.

Especialmente no Brasil esse tipo de capital tende a preferir negócios em andamento, já com alguns resultados positivos e promissores. Isso, claro, não deve impedir que você apresente suas ideias e acredite no plano de negócios do seu projeto.

Outro ponto importante que você só vai aprender na prática é o de planejar em cenários de grande incerteza. De uma maneira geral, as matérias de planejamento da faculdade dizem a respeito de situações ideais, em que os termos da balança estão bastante delimitados.

No entanto, as startups costumam nascer em contextos que não permitem uma análise muito precisa, na medida em que ainda faltam dados seguros. Portanto, tenha jogo de cintura nos momentos iniciais do negócio. Com o tempo, as incertezas vão diminuindo na mesma proporção em que a empresa avança.

Ter amigos é ótimo em qualquer etapa da vida e, no mundo do empreendedorismo, isso não seria diferente. Várias empresas, de fato, surgiram de ideias conjuntas planejadas e desenvolvidas por parceiros de graduação. Porém, aquele ditado que diz “amigos, amigos; negócios à parte” também deve ser considerado no planejamento da sua empresa.

Na faculdade, como a média é suficiente para a aprovação, trabalhar com amigos costuma não ser tão desafiador. Já o ambiente dos negócios exige versatilidade, dinamismo e proatividade dos funcionários. Por isso, na contratação dos funcionários, só a camaradagem não é suficiente e os amigos nem sempre são os melhores. É preciso, por conseguinte, avaliar bem o perfil dos colaboradores, pois eles são determinantes para o sucesso ou fracasso do empreendimento.

Além de todos esses pontos, você deve focar muito em estratégias para a promoção da autoconfiança, da autocrítica e do saber trabalhar sob constante pressão. Empreender é, muitas vezes, uma atitude bastante solitária, em que, sozinho, se aprende com os erros e acertos de maneira vagarosa.

Muitas pessoas não vão entender suas posturas ou ideias num primeiro momento. Contudo, é preciso que você confie no seu potencial e que seja capaz de transmitir seus projetos inovadores aos demais. Para isso, você deve assumir, desde cedo, uma postura responsável, capaz de lidar com as exigências que o empreendedorismo requer.

Viu só? Não existem respostas prontas e caminhos fáceis para o sucesso no mundo dos negócios. A trilha do êxito, todavia, exige preparação em diversos fronts. Nesse sentido, cursar uma boa faculdade certamente te ajudará a tomar decisões mais apropriadas e a canalizar de forma positiva suas vocações criativas e inovadoras.

O curso de Administração, desse modo, pode ser um importante aliado para você que já deseja abrir o seu próprio negócio. Com a formação adequada, empreender se torna algo mais natural e possível. Gostou das nossas dicas? Então não deixe de conferir outros conteúdos como este assinando a nossa newsletter!

 

 
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