Como aprender idiomas para se dar bem no mercado de trabalho?

By Comunicacão FAPPES 1 mês ago

 

Você gosta de dizer que o seu nível de inglês é avançado, mas ainda sente dificuldades em manter uma conversa ou escrever um texto mais elaborado na língua? Saiba que você não está só. Muitas pessoas têm dificuldade em realmente aprender idiomas, o que dificulta a sua colocação no mercado de trabalho atual.

Mudar essa realidade se tornou bem mais fácil com a ajuda da tecnologia e dos modernos recursos de ensino disponíveis. Para te ajudar a dominar qualquer idioma e se dar bem profissionalmente, criamos esse post com algumas dicas. Confira!

Quais são as línguas queridinhas do mercado de trabalho?

O inglês é sem dúvidas a língua mais requisitada no mercado de trabalho. Isso acontece, principalmente, por ser considerado um “idioma universal”, que faz parte da base curricular de escolas em todas as partes do mundo. Mas além dele, existem outras línguas que podem fazer a diferença nos processos seletivos.

O espanhol, por exemplo, já é uma exigência da maioria das empresas, especialmente, no setor de negócios, beneficiado pela participação do Brasil no Mercosul. E não adianta tentar enrolar os headhunters com um “portunhol”, é preciso realmente dominar a língua.

Se esse é o seu caso, uma pesquisa realizada pela agência de empregos Catho identificou que o francês aparece na sequência como a língua mais exigida pelo mercado de trabalho, com cerca de 1.074 vagas abertas no Brasil.

Graças ao número de montadoras e empresas de tecnologia, o japonês, o alemão e o chinês também aparecem com destaque nessa pesquisa. A nível mundial, a língua mais falada na China promete, inclusive, se tornar a “língua do futuro”, exigida para todos que desejam expandir sua carreira internacionalmente.

Como aprender idiomas mais rapidamente?

Toda forma de aprendizado é um processo relacionado fortemente aos recursos cognitivos e às emoções. Muitas pessoas não conseguem se desenvolver em uma língua apenas por vergonha ou timidez, por exemplo.

A boa notícia é que é possível mudar esse cenário rapidamente, com a ajuda de algumas dicas de especialistas em idiomas e até mesmo da neurociência. Confira quais são elas:

Volte a ser criança

Calma! Voltar a ser criança nesse contexto não significa agir de maneira infantil, mas não ter medo de usar a espontaneidade de dizer aquilo que lhe vem à cabeça.

Ser visto errando ainda é um estigma social que atinge os adultos e, quando se trata do estudo de uma língua, isso pode “travar” o aprendizado, já que a pessoa não quer ao menos abrir a boca.

Pessoas que se expõem e não têm medo de errar ao falar em outra língua possuem um progresso mais rápido quando participam de conversas com nativos ou professores de idiomas. Para aprender uma língua estrangeira é preciso admitir que você não sabe tudo e que não há nenhum problema nisso.

Faça uma imersão na cultura

Apenas memorizar palavras não é mais uma opção se você quer alcançar a fluência. Assimilar e lembrar de qualquer expressão se torna mais fácil quando você entende de onde ela vem e qual o seu significado para as pessoas que a empregam.

Para isso, estude os aspectos culturais da língua que você está aprendendo e pesquise a semântica das palavras, em vez de focar apenas nas regras gramaticais e lexicais. Com essa prática, você perceberá que o seu aprendizado dará um salto.

Insira o aprendizado na sua rotina

Uma dica importante da neurociência para aprender idiomas é inseri-lo no seu dia a dia. Mesmo que você não tenha com quem praticar, é possível pensar em frases e formular diálogos no idioma aprendido, assistir filmes e séries legendados ou mudar a configuração de língua das redes sociais e do celular.

Apenas 15 minutos de contato diário com o idioma pode te ajudar a conhecer expressões novas, testar a pronúncia das palavras, corrigi-las gradativamente e incorporá-las mais rapidamente ao seu repertório.

Priorize o vocabulário

O erro de muitos estudantes durante o aprendizado é focar apenas nas regras gramaticais, principalmente, em idiomas nos quais elas são tão diferentes, como o inglês, e com isso negligenciar o vocabulário.

Muitos especialistas acreditam que, para atingir a fluência, é preciso conhecer de 3000 a 4000 palavras do idioma, algo em torno de 3 a 4 palavras novas por dia, durante 3 anos.

Além de ser fundamental para formular diálogos e ler textos, ter um vocabulário amplo é essencial para sair do nível básico na língua estudada, dar um “up” no currículo e aumentar as chances de encontrar melhores oportunidades profissionais no mercado de trabalho.

Saia da sua zona de conforto

Como já dissemos, aprender idiomas significa não ter medo de errar, de fazer perguntas ou de correr riscos. E isso significa sair da sua zona de conforto.

Fazer uma viagem internacional ou intercâmbio, por exemplo, obriga um indivíduo a treinar o que tem aprendido, se colocar em situações que o obriguem a falar a língua local e se comunicar. Por isso, se tiver oportunidades, viaje, fale com estrangeiros, pergunte pelo caminho, peça dicas de restaurante… Enfim, se exponha!

No início, é natural encontrar dificuldades com a pronúncia ou até mesmo em entender o que está sendo dito, mas, com o passar do tempo, as palavras e as frases que pareciam tão difíceis de formular sairão naturalmente da sua boca.

Onde estudar idiomas?

Hoje, o estudante interessado em aprender uma nova língua não precisa mais ficar preso à sala de aula de uma escola de idiomas. Ele encontra uma série de alternativas para estudar, de acordo com o tempo disponível, além de ter muitos materiais e recursos para melhorar o seu aprendizado. Os principais deles são:

Cursos de idiomas diferenciados

As escolas de idiomas ainda são as opções mais procuradas por quem deseja aprender uma nova língua. No entanto, para profissionais que buscam uma rápida ascensão na carreira ou para quem simplesmente não tem tempo a perder, não é vantajoso passar mais de três anos em uma sala de aula até atingir a fluência.

Nesse caso, o ideal é investir em cursos voltados para negócios ou unir o aprendizado de um idioma à própria graduação ou especialização. Muitas instituições já incluem o ensino de inglês, e de outros idiomas, como parte da grade curricular, o que permite unir a nova língua diretamente com o dia a dia profissional.

Internet

A internet é uma excelente aliada no aprendizado, principalmente para quem não tem tempo de frequentar uma sala de aula. Além de trazer cursos online, o estudante pode encontrar muito material de estudo adicional — como videoaulas, apostilas de exercícios, chats e fóruns de discussão com nativos do idioma.

Aplicativos

Duolingo, Babbel, Busuu, Pimsleur, e Rosetta Course são alguns dos aplicativos mais famosos e eficazes para o aprender idiomas — muitos deles são gratuitos!

Seu diferencial está em utilizar imagens, textos, vídeos e sons para ensinar palavras e regras gramaticais de dezenas de idiomas, como se o estudante estivesse em uma sala de aula.

Jogos

Se você acha que os jogos não são fonte de aprendizado, está na hora de rever os seus conceitos. Videogames são a base do conhecimento em outras línguas para muitas pessoas, sobretudo por não virem com legendas ou dublagem.

Isso aciona o processo de aprendizagem ativo, além de incluir novas expressões de um idioma na rotina do jogador, que aprende com mais naturalidade e prazer.

Filmes e músicas

Uma maneira de trazer um idioma para o dia a dia é assistir filmes e ouvir músicas escritos nele. Se você adora um determinado artista que canta em espanhol ou inglês, por exemplo, será mais fácil entender as palavras e compreender o que ele canta ao escutar suas canções repetidamente.

No caso dos filmes, uma dica para impulsionar o aprendizado é assistir o mesmo filme pelo menos três vezes na língua em que você está estudando.

Na primeira, com legendas em português; na segunda, com legendas no idioma estrangeiro; e, na última, sem legendas. Isso te ajudará a treinar o reconhecimento das palavras e dos seus significados bem facilmente.

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