O que é preciso para ser um digital influencer?

By Comunicacão FAPPES 1 mês ago

Criatividade, carisma e cursos de capacitação. Em linhas gerais, podemos dizer que esses são os três “cês” que definem a performance de um/a digital influencer — ou, em português, um/a influenciador/a digital.

Esse novo (e rentável!) perfil profissional se consolidou no contexto da internet e das mídias sociais — YouTube, Facebook, Instagram, entre outras — resultando do poder que @ influencer tem de motivar as pessoas ao longo da rede, como um/a verdadeir@ formador/a de opinião.

Nessa lógica de mercado, @s influencers vêm se tornando alvos certeiros da publicidade, já que as empresas enxergam nel@s um enorme potencial empreendedor de influenciar o poder de compra d@ consumidor/a final. E, de fato, el@s influenciam mesmo!

Blogueir@s, celebridades, jornalistas, acadêmic@s, musicistas, comediantes, pessoas da área de saúde… Qualquer que seja o ramo, provavelmente já existe um/a digital influencer que é destaque no assunto, pront@ para guiar seus milhares de seguidor@s pelas teias da internet, estimulando o consumo de informação e, principalmente, de produtos correlacionados.

Quer entender melhor como isso funciona? Então se inspire neste post e conheça tudo o que você precisa saber para se tornar um/a digital influencer de sucesso!

1. O que é um/a influenciador/a digital?

Responda à seguinte pergunta: você confia mais no anúncio que uma empresa faz de determinado produto ou na opinião de um/a amig@ que lhe indica o produto? A opção pelo segundo caso é praticamente unânime entre @s consumidor@s.

Afinal, é realmente muito mais fácil confiarmos em alguém próximo a nós, que “fale a nossa língua”, que faça parte do nosso meio social, e com quem nos identificamos de prontidão. E é exatamente isso o que um/a digital influencer faz.

@s influenciador@s digitais utilizam as redes sociais para se expressar de forma autêntica, carismática e próxima ao cotidiano das pessoas, de modo que @s usuári@s se identifiquem naturalmente com el@s. Ou seja, um/a digital influencer é “gente como a gente” e, por isso, consegue conquistar tant@s seguidor@s na internet.

Não importa o conteúdo em questão e, sim, a maneira como a informação é repassada — sempre com muita irreverência, em linguagem próxima ao perfil d@ usuári@ e propagando atitudes perfeitamente aplicáveis ao cotidiano d@s seguidor@s. Essa é a chave do negócio.

Desse modo, é devido à capacidade que @ digital influencer tem de “conversar” diretamente com seu público — como se estivesse sentad@ no sofá d@ usuári@ — que as empresas, marcas e serviços dos mais variados setores estão investindo em parcerias publicitárias com @s influenciador@s digitais.

Assim, o negócio torna-se rentável para ambos os lados: primeiramente, para as empresas, que conseguem mais um meio de potencial alcance para a divulgação dos seus produtos. Depois, para @s influencers, que ganham uma boa grana para divulgar a marca.

1.1. Quanto ganha um/a influencer?

Essa é a pergunta que não quer calar, certo? Mas, primeiramente, é preciso saber que não existe uma quantia fixa para essa questão. O “salário” de um/a digital influencer varia conforme o caso, dependendo de uma série de aspectos.

Geralmente, as principais variáveis estão relacionadas a características como o perfil d@ usuári@, a temática do conteúdo, o público-alvo, o número de seguidor@s e demais questões relevantes para a marca que pretende anunciar seu produto através desse meio.

Porém, dá para se ter ao menos uma ideia desses valores. É o que mostra uma recente pesquisa feita pela agência nova-iorquina Bloglovin: depois de pesquisar 2.500 digital influencers e seus respectivos canais, a agência listou os seguintes resultados:

  • no Instagram, 84% d@s influencers cobram menos de US$ 250 dólares por post e menos de US$ 500 dólares para publicar um post de uma marca específica;
  • no Facebook, 90% d@s influencers cobram menos de US$ 250 dólares por post e 97% cobram menos de US$ 100 dólares por post;
  • no Twitter, a maioria d@s influencers cobra menos de US$ 150 dólares por tweet e 96% cobram menos de US$ 100 dólares por tweet;
  • em blogs e vlogs, 87% d@s influencers cobram menos de US$ 500 dólares por post e 96% cobram menos de US$ 1.000 dólares por post.

Ainda de acordo com a pesquisa, o Instagram é a rede social mais popular no quesito eficácia para atrair audiências: 60% d@s entrevistad@s disseram preferir o Instagram, enquanto 18% optaram pelo Facebook e apenas 1% pelo Snapchat.

1.2. Como as empresas se interessam por el@s?

No tópico anterior, já elencamos alguns aspectos que fazem com que a empresa desperte interesse pel@ digital influencer. O número de seguidor@s, sem dúvidas, é o mais relevante dentre esses aspectos.

A lógica é básica: um/a influencer com maior potencial de formar opiniões certamente vai acumular seguidor@s com mais facilidade. Por isso, subentende-se que, quanto mais seguidor@s o perfil possui, maior é o seu poder de influenciar usuári@s, principalmente quando estamos falando em consumo de produtos característicos.

Outro quesito que chama bastante atenção das empresas investidoras é o nível de confiança e credibilidade d@ influenciador/a diante de seus/suas seguidor@s. Afinal, nenhuma empresa vai querer deixar seu produto nas mãos de um/a digital influencer que a toda hora muda de discurso ou opinião, não é mesmo?

Ainda assim, devemos considerar o fato de que, mesmo que o número de seguidor@s d@ digital influencer não seja tão expressivo, as empresas podem manter o interesse em anunciar com el@s.

A justificativa não tem segredo. Considere o caso de um/a blogueir@ de moda ou beleza: para @ anunciante, é muito mais barato enviar o produto para @ blogueir@ testar e divulgar em suas redes sociais do que investir na veiculação de um comercial de TV, por exemplo.

Do mesmo modo, é muito mais fácil para uma agência de viagens presentear @ influencer com um pacote no feriadão para que ele registre positivamente todo o percurso da viagem, do que investir em anúncios caríssimos em revistas ou demais veículos especializados.

Dessa forma, fica fácil entender por que uma série de marcas de setores característicos — como lazer, estética, nutrição, fitness — tem ganhado enorme status no mundo digital, pois está mais do que provado que @s influenciador@s conseguem estimular determinado padrão de consumo e, até mesmo, alterar padrões pré-existentes.

Esse tipo de transformação tem ocasionado uma enorme mudança na forma de se pensar o marketing convencional, com o qual as empresas estavam acostumadas. Afinal, se antes as marcas possuíam apenas uma ou duas plataformas de divulgação, hoje a internet oferece múltiplas possibilidades para as empresas divulgarem seus produtos, de forma mais democrática e também muito mais barata.

2. Existe uma fórmula para se tornar um/a digital influencer?

Como apontamos no início do post, existem algumas características fundamentais que definem a performance ideal d@ influencer. Pessoas criativas e carismáticas saem na frente nessa largada. Afinal, para “dar as caras” nas redes sociais é preciso simpatia e empatia para atrair o público e desenvoltura para lidar com improvisos ou eventuais críticas.

Mas, para além disso, @ digital influencer precisa ter ser sempre em mente a seguinte palavra: inovação. A internet, por si só, já é um território inovador e democrático, o que dá ainda mais asas à criatividade das pessoas.

Portanto, para se adequar a esse espaço produtivo em constante evolução, é imprescindível investir em cursos — superiores, técnicos, de capacitação etc — que permitam ao/à influencer se habilitar cada vez mais frente as atividades a que se propõe no meio digital, estando sempre atent@ e atualizad@ em termos de tecnologia, linguagem, credibilidade e qualidade de conteúdo.

Por isso, respondendo à pergunta deste tópico, é como se não existisse uma fórmula mágica para se tornar um/a digital influencer. Mas, sim, um longo caminho de capacitação a ser percorrido com dedicação e persistência pel@ usuári@ da rede, de modo a trazer conteúdos sempre inovadores e relevantes para o seu público.

Para você entender melhor como funciona esse percurso, trouxemos a seguir os 6 cuidados básicos que você precisa ter em relação ao seu perfil e ao conteúdo com o qual se dispôs a trabalhar. Acompanhe!

2.1. Defina quem é a sua persona

Pode até ser que você nunca tenha ouvido falar em persona, mas provavelmente sabe o que é público-alvo, certo? A diferença entre esses dois conceitos típicos do marketing é básica: enquanto o público-alvo se caracteriza pela parcela de seguidor@s para @s quais suas publicações poderão ser úteis, a persona é, na verdade, o retrato d@ seu/sua seguidor/a ideal — aquel@ que reúne todas as características que você espera de quem acompanha você nas redes sociais.

Quando você define quem é @ seu/sua seguidor/a ideal, fica muito mais fácil produzir conteúdo de relevância e qualidade para esse público, já que você saberá exatamente quais são as necessidades d@ seu/sua seguidor/a, o que el@ quer ouvir, por quais produtos el@ se interessa etc.

Essa é a maneira mais eficaz de fidelizar o seu público. Isso é possível porque, ao produzir exatamente o tipo de informação que el@ está interessad@ em consumir, o retorno é garantido. Isso sem falar que, por meio dos compartilhamentos e demais ferramentas afins do meio digital, seu conteúdo certamente será difundido pel@s seguidor@s, de modo a alcançar um público cada vez maior.

2.2. Busque inovar nos conteúdos

Não adianta ter um público cativo e postar com frequência “mais do mesmo”. Como foi dito, inovar nos conteúdos é essencial para prender a atenção d@ usuári@, principalmente quando el@ já está cansad@ de encontrar sempre as mesmas coisas na internet.

Para você ter uma ideia, existem cerca de 93,2 milhões de usuári@s de redes sociais no Brasil. Desses, milhares já se tornaram influenciador@s digitais em diversos assuntos. Os temas predominantes geralmente variam entre moda, beleza, viagem, gastronomia, saúde, humor e comportamento.

Porém, ainda há pouca diversificação entre essas temas. E é aí que mora o perigo, pois, como a fórmula já está dada, fica fácil cair no “mais do mesmo”. Não estamos dizendo que você não pode falar desses assuntos ou manter uma postura empreendedora diante deles.

Pelo contrário, se você tiver domínio e paixão pelo tema, a escolha será certeira. Mas experimente fugir do lugar-comum: empreenda de maneira criativa, explore o assunto sob um ângulo diferente, uma nova perspectiva, com uma reflexão que ninguém propôs ainda. Você vai ver que o retorno será muito mais efetivo!

2.3. Crie conteúdo relevante e de qualidade

Também já explicamos por que esse cuidado é tão importante. Afinal, você não quer desanimar o seu público já na primeira imagem ou primeira linha do post, certo?

Nesse sentido, é muito mais fácil criar bons conteúdos quando se tem domínio do assunto. Por exemplo, se você é um/a viajante nat@, invista em um blog de viagens e explore das mais variadas formas os conteúdos relacionados ao tema.

Em vez de replicar as mesmas dicas que outros blogs já deram, procure criar um estilo particular para o perfil. Você pode dar sugestões de como viajar gastando pouco, sobre as comidas típicas de cada local, sobre como aproveitar melhor as milhas aéreas ou, ainda, sobre como você fez para procurar emprego no exterior. É ou não é uma nova perspectiva?

Além disso, esteja sempre atent@ à qualidade de suas publicações. Imagens de baixa qualidade, áudio ruim, vídeo desfocado… Tudo isso desestimula seu público a continuar navegando no seu perfil, página ou canal.

2.4. Seja verdadeir@ em seus discursos e ações

A crítica mais comum aos/às influenciador@s digitais está relacionada ao fato de que, muitas vezes, a incessante busca pelo lucro faz com que el@s se contradigam ou mudem de opinião a todo o momento.

Isso acontece muito no caso da publicidade, sobre a qual falamos no início do texto. Por isso, antes de topar anunciar o produto de determinada empresa, é fundamental que @ digital influencer reflita profundamente se aquele produto tem mesmo a ver com seus princípios e com os conteúdos que publica.

Até porque, quando @ influencer cai na incoerência — divulgando produtos de uma marca com a qual el@ não se identifica — @s usuári@s prontamente se manifestam com críticas ou até mesmo deixam de seguir o perfil, o que traz desvantagens tanto para @ influencer quanto para a empresa.

Por isso, fazer essa reflexão é uma maneira bastante eficaz de tornar sua atividade rentável sem comprometer sua credibilidade diante d@s seus/suas seguidor@s. Afinal, quando o público percebe que o conceito do produto (ou da marca) tem a ver com as ideologias d@ influenciador/a, ele naturalmente não vai encarar o post como uma mera propaganda e, sim, como um produto confiável, como se estivesse sendo recomendado por um/a amig@.

2.5. Invista em cursos de capacitação

Essa é, sem dúvidas, a dica mais importante da lista. Não pense você que, para ser um/a digital influencer, basta dar o play na câmera e pronto. Por mais que você tenha desenvoltura, carisma e boa oratória, saiba que nada disso será suficiente se você não dominar os principais conceitos de áreas como o marketing, comunicação e administração.

Então, se você está pensando em entrar nesse mundo digital, aí vai a receita: não se jogue de cabeça! Planeje-se com antecedência para apostar em um projeto de qualidade e, sobretudo, viável. E isso só é possível quando você investe em cursos de capacitação que permitam que você compreenda todas as estratégias de produção e rentabilidade no meio digital, sabendo aplicá-las com eficiência qualquer que seja a situação.

Para ser um/a influencer de sucesso, também é muito importante investir na sua rede de contatos — o famoso networking. Os cursos de capacitação, por si sós, já são uma ótima porta de entrada para que você conheça pessoas influentes do meio.

Para além disso, procure estar sempre presente em eventos da sua área, dialogue com pessoas do ramo, relacione-se bem com todas ess@s profissionais etc. Assim, obter os melhores resultados será só uma questão de tempo!

2.6. Tenha paciência

Sim, é muito vantajoso ser um/a influenciador digital, seja pela rentabilidade financeira, seja pelo status social. Mas cuidado para não cair na ilusão de que ser um/a influencer é coisa fácil.

Além de demandar investimento e dedicação em todos os aspectos relacionados anteriormente, também é preciso certo tempo para se consolidar no ramo, explorando seu networking, construindo sua credibilidade e acumulando mais seguidores.

Pense em um/a famos@ blogueir@ de moda, por exemplo, certamente el@ levou muito tempo até receber o primeiro convite para um evento do tipo Fashion Week. Por isso, tenha paciência e persistência, pois o caminho pode ser um pouco mais longo do que você imagina, mas o sucesso sempre chega para quem segue trabalhando firme nas propostas.

3. Quem são @s principais influenciador@s digitais?

O perfil de um/a influenciador/a digital pode variar conforme a área de atuação. Mas esse grupo de influenciadores das redes sociais é, em sua maioria, formado por jovens e adolescentes que estão próximos a iniciar a vida universitária.

Em alguns casos, inclusive, ess@s jovens ganham fama, dinheiro e popularidade muito antes de conquistarem o tão sonhado diploma. Mas, ainda assim, el@s sabem da importância da formação profissional para conseguirem ainda mais êxito em suas carreiras empreendedoras.

E quem são el@s? @s influenciador@s digitais de maior status estão espalhados pelas principais plataformas midiáticas da internet, como YouTube, Instagram, Facebook e Twitter.

@s chamad@s YouTubers são considerad@s @s influenciador@s mais populares hoje em dia, por conta da tendência explicada pelo marketing digital de que os vídeos vêm cada vez mais se consolidando como a principal fonte de informação na internet.

Um exemplo é o canal de humor Porta dos Fundos, que hoje conta com quase 13 milhões e meio de usuários inscritos.

Outro canal de comédia que figura entre os mais populares do YouTube é o Whinderssonnunes, que possui mais de 20 milhões de inscritos e mais de 1 bilhão de visualizações.

O universo dos games também é outra temática em potencial quando o assunto é explorar pelas redes as funções de pro-players e comentaristas de e-sports. O YouTuber Rezende Evil, por exemplo, já ultrapassou a marca de 2 bilhões de visualizações em seu canal, e chega a faturar cerca de R$ 1 milhão por ano com o projeto.

Existem muit@s influencers de sucesso concentrad@s também no Instagram, @s chamad@s Instagrammers. A plataforma, inclusive, é considerada por especialistas da área como uma das mídias mais estratégicas para valorização de marcas e empresas, por conta de seu extremo apelo visual, sobretudo com a recente criação do Instagram Stories, que permite a produção de vídeos curtos, desbancando o pioneiro Snapchat.

Vale lembrar também que é comum @s influenciador@s digitais escolherem uma plataforma principal para a divulgação de seus conteúdos — que, como vimos, tende a ser o YouTube ou o Instagram. Porém, a maioria del@s estende seus perfis a outras redes, como Facebook e Twitter.

4. Há uma carreira para influenciador@s digitais?

A resposta para essa pergunta não tem segredo: sim, existe uma carreira plena de possibilidades e capacitações para @s influenciador@s digitais. A palavra de ordem, nesses casos, é o empreendedorismo.

Empreender nada mais é que a capacidade e a predisposição que alguém tem para idealizar projetos que envolvem inovações e riscos. Por isso, um/a bom/boa empreendedor/a, antes de tudo, se caracteriza pela criatividade, empatia e equilíbrio emocional. Tudo a ver com a performance ideal d@s influencers, não é mesmo?

Concordamos que alguns/algumas del@s possuem essas características inatas, de modo que fica muito mais fácil ter sucesso no percurso. Mas, por outro lado, mesmo para quem já é expert na área, os cursos de capacitação são indispensáveis no currículo. Afinal, manter-se atualizad@ frente às novas tecnologias, linguagens e processos é a chave para nunca perder a credibilidade diante de seu público.

Por isso, a formação superior deve sempre ser encarada como algo inerente ao trabalho d@ influencer. Essa formação — geralmente associada às áreas de Marketing, Administração, Recursos Humanos, Processos Gerenciais, entre outras do meio — é o que vai garantir ao/à influenciador/a digital as habilidades técnicas necessárias para desenvolver seu projeto com segurança e qualidade.

E, nesse sentido, a lógica é simples: quanto mais credibilidade você tiver nas redes e quanto mais qualificados forem os seus conteúdos, maiores serão seu lucro e visibilidade na internet.

Portanto, fique ligad@! Procure por instituições de ensino reconhecidas e invista no seu futuro profissional como um/a digital influencer de sucesso. Assim, certamente o retorno virá muito mais rápido do que você imagina.

E aí? Ficou interessad@? Então, já que estamos falando de mídias digitais, aproveite e siga a gente no Instagram, Facebook e Twitter para acompanhar as melhores novidades sobre carreiras e negócios!

Category:
  Empreendedorismo

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