Como será o futuro da faculdade?

By Comunicacão FAPPES 2 semanas ago

Você já parou para pensar que, assim como nossa vida em sociedade se transforma ao longo do tempo, a educação também passa por mudanças? Ainda não?

Então vamos fazer o seguinte: durante a leitura deste post, vamos refletir juntos sobre o futuro da faculdade.

A faculdade de hoje não é a mesma de 50 anos atrás e, certamente, daqui a 100 anos, tudo estará diferente. Há sempre um processo de renovação, ainda que os estudantes não percebam. Portanto, vamos entender o sistema de ensino superior que temos hoje e projetar o futuro a partir das mudanças que já estão acontecendo.

Prepare seu café e vamos juntos!

Por que repensar a faculdade do presente?

Tudo no universo muda, se transforma e se renova. Nossas casas, roupas, viagens, nossa comunicação, nossos meios de transporte, nosso ambiente de trabalho e até nossas brincadeiras não são as mesmas da época em que nossos pais e avós eram jovens.

Práticas e pensamentos comuns há 10 anos, hoje, são considerados defasados. A educação não é exceção. É claro que na maioria dos campos de conhecimento — Física, Química, História, Literatura etc. — o que se estudava no século 20 ainda é válido, mas a forma de transmitir esse conhecimento, e até o próprio conceito de aprendizado, mudou.

Se antes procurava-se padronizar o ensino, hoje a tendência é personalizar, respeitando cada aluno em sua individualidade e necessidades específicas. Se antes a transferência de teoria professor-aluno era o aspecto mais importante da aula, hoje é a construção de conhecimento pelo aluno, com o professor atuando como um guia no processo.

Se uma vez o ensino era obrigatoriamente presencial, com funções, protocolos e barreiras bem definidas, hoje, a cada dia, surgem novas modalidades educativas e possibilidades de ingresso na faculdade.

Para finalizar, se antes o estudante era apenas mais um aluno ou um cliente da instituição, hoje ele é visto como um parceiro. O objetivo dessa parceria? Uma formação holística, integrada, que qualifique não somente um excelente profissional, mas também um cidadão engajado e consciente.

O papel da tecnologia

É claro que essas transformações foram possibilitadas pelo avanço da tecnologia e sua introdução no cotidiano de bilhões de pessoas. Os mecanismos físicos e virtuais que foram popularizados ao longo da década passada — computadores de mesa, laptops, celulares e smartphones, tablets etc. — nos proporcionaram uma conectividade global sem precedentes.

Hoje, nossas atividades são globais. Entrevista de emprego pelo Skype? Intercâmbio Experience via Facetime? Compartilhar vídeos, fotos e transmissões em tempo real nas redes sociais? Tudo isso é fácil e rápido.

Assim, não há dúvidas de que a tecnologia nos trouxe outra visão de mundo. É tarefa das instituições de ensino e do órgão responsável pela educação — aqui no Brasil, o MEC — se aproveitar desse potencial para democratizar cada vez mais o ensino superior e otimizar a formação profissional de milhões de estudantes em nosso país.

Um olhar sobre as práticas educativas

Bem, apesar dessa nova realidade, muitas IES (Instituições de Ensino Superior) ainda se prendem a práticas pedagógicas ultrapassadas, nada alinhadas aos dilemas atuais. Prender-se ao passado, aqui, significa ficar cego às necessidades das gerações que estão ingressando na universidade agora; estagnar e, portanto, ser irrelevante.

Antes que a estrutura do ensino se transforme, é essa resistência a novas formas de aprender que precisa mudar!

A insistência em permanecer no passado tem resultados bem claros. Com certeza, você os vê ou lê nas notícias do jornal, mas talvez não entenda suas causas: altos índices de evasão; fechamento de cursos; descompasso entre a formação superior e o mercado de trabalho; recém-formados sem emprego.

Indicadores como o da evasão no ensino superior do Brasil, divulgados anualmente pelo INEP, refletem um sistema de ensino que foi, sim, ampliado, mas que ainda precisa passar por uma reestruturação interna, um processo de renovação. A desatualização dos professores e práticas didáticas pouco inovadoras são realidades que impactam diretamente na desistência de centenas de estudantes nos primeiros semestres dos cursos de graduação.

O modelo de ensino tradicional não está em sintonia com interesses e comportamento atual e, portanto, não segura mais alunos em sala de aula. Esse descompasso com o que é contemporâneo, com o que é digital, pede que o ensino seja repensado e reestruturado.

Em geral, temos um sistema de ensino que até agora não demonstrou sua capacidade de acompanhar o ritmo das mudanças trazidas pela tecnologia, e que permanece longe da vanguarda.

Começa a despontar, entretanto, um princípio de transformação, da qual veremos alguns exemplos em seguida. No entanto, ainda temos muito a caminhar!

O que precisa ser mudado na metodologia do ensino superior?

Como vimos, o sistema atual de ensino superior está começando a se transformar. Vemos esse movimento, que é embalado pelo avanço da tecnologia e por sua presença no cotidiano dos estudantes, se refletir nas distintas modalidades disponíveis hoje.

Educação a distância (EAD), híbrido, semipresencial e metodologias ativas de aprendizagem são os primeiros resultados dessa transformação. E esse processo deve continuar, tornando-se cada vez mais integrador entre os processos humanos e o suporte tecnológico.

Mas o que precisa mudar e o que está mudando? Como estamos construindo o futuro da faculdade?

Bem, nos próximos anos, o foco deve ficar cada vez mais no aluno e no processo de aprendizagem, e não mais na suposta transferência de conhecimento que ocorre quando o professor faz a exposição de um conteúdo em sala de aula. Como cada pessoa aprende de forma diferente, sabemos hoje que o conhecimento é construído, e não transferido.

Uma postura que todas as instituições de ensino devem assumir, portanto, é enxergar e tratar o aluno como protagonista. É ele quem constrói seu conhecimento ativamente, e não absorvendo passivamente do professor.

No ensino do futuro, o estudante será a voz ativa de sua aprendizagem e de seu desenvolvimento. Isso envolverá a evolução de algumas soft skills, como proatividade e autoconfiança. A educação não será apenas direcionada aos aspectos intelectuais, mas também ao desenvolvimento emocional, social e cidadão.

Além disso, a ênfase estará na aplicação prática de conhecimentos teóricos, e não meramente na memorização de conceitos. Assim, podemos dizer que a educação assumirá um sentido cada vez mais amplo, humanizado e integrador.

Quais são as principais tendências para o futuro da faculdade?

Alçar o aluno à condição de protagonista é o fator motivador de algumas tendências que vamos debater a seguir. Essas tendências são reflexos das mudanças que já estão acontecendo, tanto que várias instituições estão comprometidas em implementá-las.

Um exemplo é o Blox, o sistema educacional criado pela Fappes que permite ao aluno da graduação montar sua grade de disciplinas e horários. Trata-se de um mecanismo interativo que superou a divisão clássica dos cursos em semestres e que, portanto, dá aos estudantes a opção de personalizar seu cronograma de acordo com seus interesses e disponibilidade.

A abordagem é inovadora e a modalidade é reconhecida pelo MEC, pois flexibiliza o currículo do curso e fomenta a interdisciplinaridade.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida é uma metodologia de aprendizagem ativa, ou seja, que demanda do estudante uma postura mais atuante. Lembra-se de que falamos há pouco sobre o aluno protagonista?

Como o próprio nome já diz, ela propõe uma inversão da lógica tradicional da sala de aula. Nela, os momentos de estudo teórico do conteúdo são feitos pelo estudante em casa, por meio de videoaulas, arquivos de áudio, materiais de apoio, podcasts etc., ao passo que os encontros presenciais são direcionados às dúvidas, exercícios e execução de projetos.

Assim, a teoria é estudada individualmente, enquanto a prática é colaborativa e feita na instituição. Como resultado, há um melhor aproveitamento do tempo do professor, já que nos encontros o aluno resolverá suas dificuldades, já tendo uma ideia do que precisa ser melhor trabalhado.

O conceito vem da expressão americana Flipped Classroom, cunhada pelos professores Jonathan Bergman, Karl Fisch e Aaron Sams da Woodland Park High School, nos Estados Unidos. A metodologia é focada na construção prática do saber e não apenas na absorção da teoria.

A ideia é enfatizar a prática colaborativa a fim de garantir uma aprendizagem mais significativa. Afinal de contas, se o aluno aprendeu, ele poderá replicar os conhecimentos em projetos e situações diversificados.

Aprendizagem por projetos

A aprendizagem por projetos é uma continuação da sala de aula invertida, já que nela os conteúdos são trabalhados presencialmente a partir de projetos direcionados.

Não consegue visualizar como isso acontece na prática? Então fique atento!

A cada nova matéria estudada pelo aluno em sua casa com o material de apoio, uma problematização é feita em sala de aula. Ou seja, há um debate presencial onde os argumentos são embasados e as ideias já conhecidas. Nesse contexto, o professor atua como um mediador, direcionando o diálogo e registrando conclusões preliminares.

A partir da definição de um problema, parte-se para a pesquisa e aplicação da teoria na busca por soluções. Objetivos claros são traçados, assim como metodologias e estratégias alinhadas e resultados projetados. É claro que, se for necessário, à medida que a realização acontece, novos rumos podem ser tomados.

Normalmente, os projetos são feitos em grupos com a orientação do professor. A aprendizagem por esse método é democrática e colaborativa, engajando grupos de alunos no entendimento de uma temática principal.

No final do projeto, os resultados podem ser concretizados, saindo do papel e fazendo com que os estudantes vejam suas soluções implementadas na prática.

A gamificação da educação

A gamificação é uma tendência já presente em muitas instituições brasileiras. Já ouviu falar sobre ela?

Com essa metodologia, a lógica que rege o universo dos jogos é absorvida pela educação. Os estudantes aprendem por meio de desafios, recompensas, missões, e evoluem a partir de um estágio inicial para fases mais complexas.

Por que a gamificação promete revolucionar a educação? Porque os recursos de storytelling comuns aos games e responsáveis por prender a atenção de todos que se dispõem a sentar e jogar ajudam a cristalizar o aprendizado.

Ênfase nas soft skills

Outra expressão provinda da língua inglesa, soft skill se refere a habilidades intrínsecas ao ser humano. Sabe as competências técnicas que ganhamos na graduação? Pois é, podemos dizer que as soft skills são competências comportamentais, que também precisam ser desenvolvidas e treinadas.

Estamos falando da criatividade, da empatia, da negociação, da capacidade de se comunicar, de trabalhar em equipe, de focar em soluções e não em problemas e da inteligência emocional. Todas essas habilidades e competências são essenciais aos profissionais no mercado de trabalho, mas muitos saem da graduação sem nunca ter ouvido falar delas.

A criatividade, por exemplo, é o resultado de certas conexões e processos cerebrais, podendo ser treinada e cultivada por qualquer pessoa. A empatia, por outro lado, é fundamental para os relacionamentos humanos e para o trabalho em equipe, sendo uma das habilidades mais valorizadas no mercado de trabalho presente e futuro. Com empatia, você percebe o outro, coloca-se em seu lugar e aprende a respeitar suas opiniões, mesmo discordando delas.

A capacidade de comunicar suas ideias oralmente, ou seja, por meio de discurso falado, é fundamental no ambiente de trabalho, e muitos profissionais buscam o suporte de coaches especializados para desenvolvê-la. Já a capacidade de focar em soluções está relacionada à maturidade emocional, característica de pessoas que enfrentam desafios cotidianamente e que decidem aprender e evoluir com cada um deles.

Elas assumem uma postura proativa e responsável, buscando analisar cada situação e utilizar todo seu conhecimento técnico e bagagem de vida para solucioná-la. A inteligência emocional funciona como uma bússola para aqueles que a possuem: pessoas que caminham em equilíbrio, sem descer ao desespero — independentemente das condições externas — e sem ascender ao êxtase e tirar os pés do chão.

Todas essas soft skills farão parte da graduação nos anos vindouros, pois impactam diretamente a atuação de um profissional. Não importa o nível de sua expertise, se você não possuir essas competências comportamentais, trabalhar com você será um desafio diário.

Nanodegrees

Você já ouviu falar de plataformas como Coursera e Udacity? Ainda não? Pois certamente ouvirá nos próximos meses e anos. Ambas são plataformas que oferecem cursos a distância, organizados e executados pelas maiores universidades e organizações do mundo, como Google, MoMa, Stanford e Yale.

Esses cursos costumam ser de curta a média duração — levam em torno de algumas semanas ou alguns meses — e são ofertados a preços acessíveis. Inclusive, há muitos gratuitos. Eles são focados no desenvolvimento de habilidades específicas e, ao completá-los, o estudante ganha um certificado on-line, chamado de nanodegree, que pode compartilhar em suas redes sociais, como o LinkedIn.

Essas plataformas estão conquistando muitos estudantes, pois levam educação de qualidade até eles. Elas fazem com que milhares de pessoas a redor do globo aperfeiçoem habilidades de forma simplificada, pois basta que tenham força de vontade e uma boa conexão com a internet.

Cursos livres e de extensão

Similar aos cursos oferecidos pelas plataformas mencionadas acima, aqui no Brasil cresce a cada dia a oferta de cursos livres. A modalidade é oferecida por empresas de treinamento ou organizações que não são IES.

Esses cursos capacitam os estudantes em uma gama de conhecimentos e práticas, como informática, música, fotografia, artes e idiomas. Também são chamados de cursos de atualização, capacitação, aperfeiçoamento e reciclagem profissional. Participam deles profissionais já inseridos no mercado, que buscam preencher uma lacuna em sua formação.

Quer um exemplo? Imagine o gestor que precisa aprender a falar mandarim, ou um professor que precisa atualizar seu domínio de informática.

Já os cursos de extensão possuem propostas similares, porém são oferecidos pelas universidades e instituições de ensino para seus estudantes. São chamados de “extensão” porque extrapolam o currículo convencional das graduações.

Eles não seriam pós-graduações? Não, pois sua carga horária é bem menor que a de uma pós, e eles não são regidos por uma legislação específica. Uma pós-graduação precisa cumprir uma série de requisitos e normas.

Existem exemplos de inovação no ensino superior?

Sim, muitos. O sistema Blox da Fappes, que mencionamos anteriormente, está em sintonia com as práticas mais atuais do ensino superior americano, por exemplo.

Nela, há outras formas de ingresso, além do vestibular. Os candidatos realizam uma prova de conhecimentos gerais e interpretação textual seguida de uma conversa com os diretores dos cursos. Além disso, a grade curricular é montada pelo aluno de acordo com o direcionamento que ele pretende dar para sua formação.

Alguns exemplos internacionais nesse sentido são as plataformas que mencionamos anteriormente, com o adendo de que, além dos nanodegrees, elas já disponibilizam programas de qualificação mais longos. Na plataforma Coursera, por exemplo, há mestrados acadêmicos e MBAs disponíveis.

Outro exemplo internacional digno de menção é a universidade canadense McGill, que possui um programa voltado para a inovação. No McGill Innovation há um time de professores, pesquisadores, gestores e demais profissionais dedicados a realizar experimentos, testar novas abordagens e desenvolver iniciativas de empreendimento e inovação para estudantes.

O programa possui parceiros ao redor do globo e, segundo sua própria descrição, inclui um grupo de sonhadores, implementadores e pensadores alinhados sob um objetivo comum: fomentar a inovação.

Por fim, destacamos o evento promovido pelo Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) “O futuro do Ensino Superior“, em junho de 2017. Nele, houve a apresentação da diretora administrativa do programa de Educação Geral da Universidade Harvard, Stephanie Kennen e do vice-diretor do MIT, professor Vijay Kumar.

Nesse evento, foram debatidos os papéis dos estudantes e professores no ensino do futuro, bem como sobre as transformações que estão ocorrendo a nível global promovidas pelo avanço tecnológico. Harvard, por exemplo, já adotou essa postura de preparar cidadãos e não somente profissionais, optando pela educação holística e humanizada.

Hoje, a universidade reconhece que a sociedade é complexa e que apenas os conhecimentos técnicos não prepararam um estudante para lidar com sua diversidade. Portanto, busca-se enfatizar as soft skills, além dos conhecimentos sociais e culturais, e caminhar na direção de uma formação cidadã.

Houve também um destaque para o papel das instituições de ensino, que não precisam ser “carregadas” pelas transformações, mas que podem, elas mesmas, encabeçar o processo. Como fez o MIT ao mudar sua estratégia e abraçar a inovação.

Aprendizagem digital com foco nas instituições, ênfase na prática e nas tecnologias e fontes de informação abertas (estruturas abertas e colaborativas, no modelo Wikipédia). Alguns exemplos de inovação trazidos foram o ensino híbrido, gamificação. Além disso, foram analisados programas de formação baseados somente em desafios e micromestrados compostos por diversos nanodegrees de cursos gratuitos.

Para fechar nossa reflexão: esses foram alguns exemplos de instituições nacionais e internacionais que já abraçaram a inovação e estão dispostas a encabeçar a transformação na educação.

Recapitulando nossa viagem ao futuro da faculdade…

Estamos chegando ao final deste artigo. Até aqui, o caminho foi longo, e o aprendizado, amplo.

No início de nossa reflexão, falamos sobre a importância de repensar a faculdade do presente, que, em geral, ainda traz metodologias e práticas de ensino ultrapassadas, em discordância com as demandas do mercado atual.

Depois, falamos da mudança de postura pela qual as instituições de ensino precisam passar. Vimos que é necessário alçar o aluno ao posto de protagonista, em vez de continuar apostando num aprendizado passivo e desconectado.

Todo processo de transformação humana é lento e acontece ao longo de gerações. Nada muda de um dia para o outro. Vimos como a evolução da tecnologia impactou a democratização do ensino superior e como, aos poucos, está modificando o dia a dia das salas de aula, tanto nacional quanto internacionalmente.

A partir desse momento, você pôde conhecer algumas metodologias ativas e inovadoras de ensino, plataformas e recursos que já estão disponíveis no Brasil. Vimos que o sistema Blox, da Fappes, está em sintonia com as melhores práticas de universidades e iniciativas estrangeiras, flexibilizando e personalizando a educação.

Por fim, trouxemos alguns exemplos de instituições que estão inovando no cenário internacional e que são comprometidas com essa transformação de um ensino meramente técnico em uma educação mais humanizada e personalizada.

Leve com você a seguinte inspiração: não é só o conhecimento que evolui, mas a própria forma de construir esse conhecimento, que é renovada a cada geração. Assim, a educação deve se transformar se quiser permanecer relevante!

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