Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior - 0800 730 7766

É provável que você já saiba que bitcoins são moedas digitais. Quando surgiram, em 2009, ninguém deu muita atenção, porém, essa história está mudando rapidamente. Para se ter ideia, apenas em 2017 o seu valor teve um aumento de 590%.

Mais do que a questão monetária (importante para quem investiu nas criptomoedas), o que interessa nesse momento são as transformações que esse tipo de tecnologia pode gerar no mundo dos negócios.

Interessado em saber mais sobre isso? Então siga com a leitura do nosso post de hoje. Separamos informações relevantes para que você entenda do que se trata e como isso pode impactar sua carreira profissional. Boa leitura!

O que é bitcoin?

Ainda que existam diferenças importantes em relação ao dinheiro que usamos no nosso dia a dia, podemos dizer que o bitcoin é uma moeda digital.

Detalhe importante: apesar de ser a mais popular, ele não é a única. Há outras criptomoedas circulando na rede, como Litecoin e Mastercoin.

Apesar da associação com o papel-moeda, é importante saber que os bitcoins apresentam características bem distintas:

  • não pertencem a nenhum país, nem são regulados por bancos centrais. As transações são feitas de usuários para usuários. A vantagem é que, com isso, os destinos da moeda estão fora da influência governamental;
  • como operam à parte do sistema financeiro tradicional, as taxas de transação são menores que as praticadas por bancos e operadoras de cartão de crédito;
  • o volume de bitcoins é limitado: 21 milhões no máximo. Ou seja, não há como “mandar emitir” esse tipo de dinheiro.

Outra questão a ser considerada na definição do bitcoin é a tecnologia. Não é o caso aqui de entrarmos nos aspectos mais técnicos, mas vale o registro de que o sistema é baseado em dados criptografados. Este é um dos seus pontos fortes, por causa da questão da segurança.

Como são as transações com bitcoins?

Para adquirir bitcoins os consumidores podem optar pela compra (fazendo a transação por meio do dinheiro “real”), pelas transações comerciais (tem aumentado o número de operações feitas com a criptomoeda) ou pela mineração de moedas.

Como você pode imaginar, essa parte da mineração é um pouco mais complicada que as demais. Para começar, a geração da moeda depende da resolução de um desafio matemático, geralmente a partir de um trabalho colaborativo — um grupo de pessoas vai usar os computadores para solucionar o problema.

Para ter ideia, o lema do bitcoin é “força nos números”. E, como eles são complexos, daí o fato de a mineração exigir cada vez mais investimentos, até em função da quantidade de computadores que precisam ser empregados para resolver os tais desafios.

Quais as desvantagens da moeda digital?

Como em qualquer outro negócio, não há apenas vantagens quando se fala em bitcoin. Pensando no investimento, a preocupação é com relação à volatilidade da moeda. A valorização tem sido estratosférica, mas se houver queda, pode ocorrer na mesma proporção.

De um lado, abre inúmeras possibilidades para as empresas, que não precisam pagar taxas, nem se submeter às regras do sistema financeiro.

O problema é o que pode acontecer no comércio ilícito. Há relatos de alta movimentação de dinheiro nessa área e, nesse caso, o anonimato dificulta o rastreamento das operações.

Outra fonte de preocupação, da parte dos governos, é a falta de lastro. O aval é dado pela rede autossustentável, o que aumenta o risco de “bolha”.

Por que você precisa entender desse assunto?

Muita gente ganhou dinheiro nos últimos anos investindo em bitcoins. Ainda que o seu uso para as transações comerciais não seja massificado, a valorização da moeda tem atraído a atenção dos investidores.

Fora essa questão financeira, o assunto tem ganhado destaque porque pode alterar a forma como lidamos com o dinheiro. Para começar, estão todos de olho no que pode ocorrer nessas movimentações sem nenhum tipo de controle — citamos no tópico acima a questão do comércio ilegal.

Saindo dessa parte mais operacional, é importante analisar o que está por trás do desenvolvimento desse tipo de sistema. Para validar as transações precisamos do blockchain, que é um banco de dados que registra as informações (podemos pensar nele também como uma espécie de livro contábil digital).

Como vamos lidar com o dinheiro no futuro?

Quando se vislumbra o cenário futuro para o bitcoin, não há muitas certezas. Mas alguns fatos precisam ser analisados com atenção. Um dos mais importantes foi o movimento, em 2017, do governo japonês, que reconheceu formalmente a moeda virtual como um meio de pagamento válido no país.

A Ásia é considerada uma região-chave para essa transição do dinheiro real para o virtual. Além do Japão, o mercado acompanha de perto as reações da Coreia do Sul e, claro, da China.

Há boas expectativas também com o anúncio de que a Nasdaq está estudando o emprego da tecnologia dos bitcoins para o registro de propriedades de valores imobiliários e outros tipos de transações.

Além dessa questão do reconhecimento, o bitcoin ganha importância na medida em que se começa a imaginar como será o comportamento das pessoas diante dessas novas possibilidades em termos de relações de crédito.

Como você viu nesse artigo, essa história de criptomoeda é bem mais complexa do que parece num primeiro momento, certo? O que nos interessa, em especial, é o entendimento de que sistemas desse tipo ainda vão gerar muitas mudanças nas relações de consumo.

Quem está pensando numa carreira como executivo não pode perder de vista a importância de acompanhar essas mudanças que estão acontecendo no ambiente corporativo.

Num mundo em transformação, os riscos aumentam, assim como acontece com as oportunidades. Conseguir analisar os diferentes cenários é um desafio para quem está iniciando a vida profissional, mas nunca foi tão importante manter o foco na inovação.

Reside aí a importância de conseguirmos expandir nosso repertório cultural. Saber o que é bitcoin e o papel dele no futuro da economia mundial pode abrir novas perspectivas de negócio.

Não adianta se iludir: independentemente da área de atuação, é difícil excluir o ambiente digital da nossa vida e, por consequência, o lado financeiro da internet.

Gostou do artigo? Quer ter acesso a mais conteúdos desse tipo? Siga a Fappes nas redes sociais — Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter e Pinterest.

Deixe seu comentário

Fechar Menu