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A carreira de executivo é desejada por um grande número de pessoas. Ela é glamourizada em filmes, mencionada em revistas que tratam de assuntos econômicos e empresariais, além de estar sempre vinculada ao topo do sucesso no mundo dos negócios. Quando falamos nesse cargo, o associamos a poder, autoridade e dinheiro.

Mas o que exatamente um executivo faz? Como se preparar para ocupar essa posição dentro de uma empresa? Que cursos fazer para se qualificar para uma vaga? Ainda mais importante: qual é o papel dele nas grandes organizações?

Ficou interessado? Então não perca este post! Nós vamos contar tudo o que você precisa saber para se tornar um executivo e se destacar no mercado. Pronto para começar?

O que um executivo faz de verdade?

Executivos são profissionais que assumem funções gerenciais importantes nas organizações. Eles estão presentes nos mais diferentes setores e podem atuar nos diversos departamentos de uma organização: Administração, Marketing, Recursos Humanos, Comunicação, entre outros.

Na verdade, os executivos são os líderes das organizações ou de seus departamentos. Eles atuam em postos de comando e, quer tenham consciência disso ou não, escrevem o futuro das companhias — de certa forma, até mesmo da sociedade. Como se pode esperar, eles detêm também os maiores salários do mercado.

Mas talvez você esteja se perguntando quais são os cargos que os executivos ocupam. Os nomes podem variar de acordo com o organograma adotado pela corporação e, recentemente, muitos deles receberam siglas que podem confundir quem não está acostumado à linguagem do setor.

Por isso, nós vamos explicar agora quais são os cargos C-level (nível de chefia, em tradução livre) e quais são as funções que eles desempenham.

CEO — Chief Executive Officer

Trata-se do cargo máximo da empresa. Também pode ser definido como presidente-executivo ou diretor-geral da organização. Ele é responsável por tudo que acontece na companhia.

Nas grandes e médias corporações, ele toma decisões com um conselho formado por outros diretores e/ou acionistas. Alguns exemplos de CEOs superpoderosos da atualidade são Jeff Besos (Amazon), Abigail Johnson (Fidelity — gestora de investimentos internacionais), Pol Polman (Unilever) e Meg Whitman (ex-CEO do e-Bay, hoje na Hewlett Packard).

Outros CEOs que acabaram por se tornar celebridades são Steve Jobs (Apple), Elon Musk (Tesla), Bill Gates (Microsoft) e o dono de um dos maiores impérios atuais, Mark Zuckerberg (Facebook — grupo que também é dono do Instagram e do WhatsApp).

CFO — Chief Financial Officer

É um cargo mais específico, em que esse executivo desempenha a função de chefe das finanças da organização. Ele organiza, distribui e controla os recursos financeiros, além de fornecer informações sobre o andamento da companhia a investidores.

Cada vez mais, esses profissionais vêm ganhando destaque no mundo corporativo, e já se fala em “CFOs imperiais”, pois esse cargo é o único dentro da empresa — além do CEO, claro — que tem acesso a todos os dados organizacionais.

Além disso, esses executivos têm estado mais e mais no centro das decisões importantes em grandes empresas. O Twitter é um exemplo de empresa em que o CFO, Ned Segal, é quem normalmente decide os rumos que a rede social vai tomar.

CMO — Chief Marketing Officer

Esse executivo é o responsável pelo departamento de Marketing das organizações. Costuma trabalhar em conjunto com a equipe de Comunicação, porém todas as ações precisam ser aprovadas por ele.

O CMO é responsável não só pelas ações publicitárias da companhia, mas por todo o processo de construção de uma imagem destinada a acionistas, colaboradores, consumidores e a sociedade como um todo.

COO — Chief Operation Officer

Como braço direito do CEO, o chefe de operações atua na coordenação mais próxima das rotinas e dos processos de uma companhia. Dependendo da estrutura hierárquica, pode receber o título de presidente.

CTO — Chief Technology Officer

Como diretor de tecnologia, o CTO comanda todo o setor de pesquisa e desenvolvimento. O foco da sua atuação é a criação ou o aperfeiçoamento do produto que será vendido ao consumidor.

CPO – Chief Product Officer

O diretor de produtos comanda todas as atividades que levam ao desenvolvimento à e produção dos bens ou serviços oferecidos pela empresa, desde o projeto até a execução.

CIO – Chief Information Officer

No Brasil, esse cargo é conhecido como diretor de TI (Tecnologia da Informação). Ele responde pela área de informática de uma empresa. Diferentemente do CTO, o foco de seu trabalho é direcionado ao atendimento das necessidades internas da organização.

Uma empresa pode contar ainda com executivos para as áreas de Vendas, Contas, Mídias, Novos Negócios e Recursos Humanos, sendo que os profissionais que realizam a gestão de pessoas também são muito valorizados. O que difere os executivos dos demais trabalhadores em cada área é o poder de decisão.

Independentemente da posição e do segmento, eles sempre são a cabeça da organização ou da área, sendo responsáveis pelas estratégias e pelas escolhas. São também os profissionais que assumem o maior risco nas empresas, pois suas decisões podem ter consequências significativas — tanto positivas como negativas.

OK, mas como é a carreira de executivo?

A carreira de executivo é considerada o topo do sucesso no mundo dos negócios. Por isso, existem autores que até comparam a trajetória desses profissionais à jornada de um herói de ação.

Porém, não existe uma cartilha que mostre como alcançar essa posição desejada por tantos. Não é possível fazer um curso de graduação ou pós-graduação que torne o profissional apto a ocupar o cargo.

“Chegar lá” é uma combinação entre as oportunidades que o colaborador encontra ao longo da sua trajetória profissional e o preparo que tem para exercer aquela função. No entanto, vamos falar de alguns aspectos importantes, baseados no histórico de executivos de sucesso.

Passos para a carreira de executivo

O primeiro ponto que um futuro executivo precisa entender é: não existe uma fórmula pronta para alcançar o cargo. Por isso, frequentemente, encontramos executivos que consideram difícil explicar os motivos da própria ascensão.

Muitos deles começaram sua carreira em uma determinada empresa desde cedo, até mesmo como primeiro emprego. Alguns guardam o crachá de quando ocupavam cargos e posições comuns para iniciantes. O fato é que eles foram demonstrando seu valor em cada uma dessas etapas e, depois de muito esforço e promoções, alcançaram o topo.

Outros já tiveram uma trajetória completamente diferente: iniciaram um pequeno negócio e, depois de superarem inúmeros desafios, transformaram a pequena empresa em uma grande organização da qual são líderes.

Você vai encontrar alguns profissionais do passado que trilharam esse caminho sem uma formação específica. Começaram do zero e conquistaram essa posição “na raça”. Mas eram outros tempos…

Atualmente, formação é essencial. O diploma de curso superior é uma característica de praticamente todos os executivos da nova geração. Aliás, ele é um requisito básico, e, por isso, a graduação deve ser o primeiro passo para quem deseja alcançar o topo do sucesso.

E não para por aí: depois de formado, o profissional que deseja ser a cabeça pensante em uma empresa precisa estar preparado para continuar aprendendo e se atualizando. Por isso, pós-graduações, MBAs e outros cursos de especialização devem estar sempre no radar.

Mas isso ainda não é tudo. O profissional precisa elaborar um plano de desenvolvimento individual para adquirir um conjunto de comportamentos e competências que o torne apto a desempenhar essas funções.

Entre elas, podemos destacar foco, orientação para a obtenção de resultados, capacidade de executar projetos e fazê-los saírem do papel, além da já conhecida habilidade para trabalhar em equipe.

Quando ele consegue desenvolver esse conjunto, cria as condições ideais para a ascensão profissional. Assim, quando surgem as oportunidades, ele está preparado para assumi-las, mostrar seu valor para a organização, produzir resultados e alcançar progressivamente os cargos desejados.

Rotina de um executivo

Entre as principais atividades estratégicas de um executivo, podemos destacar:

  • análise — dos cenários econômicos, da concorrência, do público-alvo da     empresa, do produto e sua aceitação pelo mercado, dos custos, das estratégias da organização;
  • planejamento — definição das metas, objetivos e estratégias;
  • organização — estrutura hierárquica e de cargos, definição de salários e benefícios, planos e aspectos operacionais;
  • liderança — coordenação das equipes e dos departamentos, negociação com clientes e fornecedores, gestão de projetos;
  • controle — acompanhamento da realização das atividades, do plano de metas, da distribuição de recursos, dos resultados alcançados.

Não podemos nos esquecer de que os altos salários que esses profissionais recebem são decorrentes da alta carga de trabalho que eles suportam e da responsabilidade que têm.

Tomar decisões exige, além de conhecimento e análise, uma grande disposição para correr riscos. Determinadas escolhas podem levar a companhia à ruína ou ao sucesso. Portanto, esses profissionais carregam uma enorme responsabilidade.

Habilidades necessárias

A área de graduação de um profissional não é o principal fator que o leva a ocupar um cargo executivo. Mesmo que ele tenha formação em diferentes cursos (Marketing, Administração, Recursos Humanos, Economia, entre outros), são algumas habilidades pessoais que garantem o destaque que a função exige.

Como podemos imaginar, a habilidade de liderança é a mais requisitada dos executivos. Eles precisam “fazer as coisas acontecerem” dentro de uma empresa, e isso se faz por meio do trabalho das pessoas.

Por isso, o executivo precisa ser aquele profissional que consegue inspirar uma visão e mobilizar pessoas. Somente dessa forma os colaboradores empenharão os esforços necessários para atingir os objetivos da organização.

Além disso, o executivo deve ter um bom conhecimento de diferentes modelos de negócio. Essa habilidade vai fazer com que ele saiba analisar o mercado e encontre os melhores caminhos para obter resultados de sucesso.

Outras habilidades muito valorizadas e que podem dar ao profissional o acesso a um cargo executivo são: visão estratégica, capacidade de negociação e, principalmente, muita responsabilidade para assumir os rumos de uma organização.

Que diploma ajuda a conquistar o cargo?

Para alcançar a carreira de executivo, não é necessário ter uma formação específica. Afinal, não existe uma graduação com o objetivo de prepará-lo.

Porém, isso não significa que alcançar essa posição seja fácil, pois requer uma vasta experiência profissional, conhecimento específico sobre determinadas áreas, além de uma série de talentos e habilidades que já mencionamos no tópico anterior.

Um fato que o profissional precisa ter em mente é que ele precisará tomar decisões corretas e dirigir a empresa (ou mesmo um departamento) de forma adequada. Para isso, precisa de conhecimento prático e profundo a respeito do negócio da empresa.

Ele precisa realmente dominar processos e detalhes do ramo em que a organização atua. Com isso, conhecerá os procedimentos mais comuns da área, será capacitado a melhorá-los para ganhar qualidade e eficiência, poderá enxergar oportunidades e atuar para aproveitá-las em benefício da companhia.

Que cursos são indicados para quem deseja seguir a carreira de executivo?

Mesmo que não haja um curso superior específico para formá-los, muitos dos executivos iniciaram sua carreira após investirem nas graduações listadas a seguir.

Administração de Empresas

O foco do curso é preparar o estudante para administrar organizações e liderar equipes — em outras empresas ou em seu próprio empreendimento.

A faculdade de Administração desenvolve a capacidade de compreender todas as áreas de um negócio, enxergar as oportunidades que o mercado oferece e encontrar as melhores alternativas para aproveitá-las comercialmente.

Processos Gerenciais

Essa graduação permite que o estudante tenha uma visão atualizada e mais abrangente da área dos negócios. Com ela, os profissionais se tornam aptos a montar estratégias, gerenciamentos e logísticas para garantir a eficiência e a produtividade das organizações.

Marketing

O Marketing é uma das áreas mais relevantes no mundo empresarial. Por meio dos chamados “4Ps do Marketing” (preço, produto, praça e promoção), os profissionais que têm essa formação de base estão aptos a traçar estratégias importantes, como o lançamento de uma nova linha de produtos ou a geração de novas formas de relacionamento com os públicos da empresa.

Na faculdade, os alunos são preparados para estudar, identificar, mensurar e aproveitar as chances que o mercado oferece para impulsionar negócios e gerar faturamento para as organizações.

Recursos Humanos

Esse curso prepara o profissional para lidar com o principal ativo das organizações: as pessoas que fazem tudo acontecer. No curso de Recursos Humanos, o aluno aprende a contratar os melhores profissionais para os cargos, treiná-los e desenvolvê-los para que alcancem seu potencial em plenitude, gerando resultados para a empresa e realização pessoal.

E depois da graduação?

Como você pode imaginar, um cargo tão importante não é concedido a determinados profissionais apenas porque conquistaram um diploma de curso superior.

Para se tornar um executivo de sucesso, o profissional precisa entender que a graduação é apenas o primeiro passo. A partir desse ponto, ele deve investir em um longo processo de desenvolvimento pessoal.

Atualmente, não se concebe um profissional de sucesso que não invista constantemente em seu próprio aperfeiçoamento e em educação contínua. Por isso, algumas iniciativas são essenciais.

Educação contínua

Em muitas áreas, os cursos de graduação têm um currículo estruturado para fornecer uma formação generalista. Isso não é um defeito, e sim uma característica das faculdades.

Então, um administrador terá conhecimentos em Direito, Administração, Contabilidade, Gestão de Pessoas, Gestão de Processos, Marketing e muitas outras áreas, mas nada de forma profunda.

Ao terminar a faculdade, o estudante sabe de tudo um pouco e domina o básico para iniciar sua carreira. Ao entrar em uma empresa, ele tem contato com outras necessidades, aquelas que são específicas de cada setor.

Por isso, depois de algum tempo, ele precisa voltar à sala de aula. A educação continuada — por meio de cursos de pós-graduação, especialização, MBA ou nanodegrees — vai garantir que ele aprofunde seus conhecimentos em alguns aspectos, tornando-o mais preparado para atuar naquela área da organização.

Além disso, os cursos de especialização e as pós-graduações são uma ferramenta importante para que o profissional esteja sempre atualizado. Nosso mundo está mudando mais rapidamente do que em qualquer época anterior, e isso tem um impacto profundo no mundo do trabalho. Para não ficar obsoleto, o profissional precisa estar em constante contato com o mundo acadêmico.

Com o tempo, a combinação entre os conhecimentos adquiridos na formação contínua e experiência no cargo vai fazer dele um profissional altamente especializado. Esse é o primeiro passo para ser reconhecido por sua atuação e se tornar um forte candidato a cargos de liderança.

Intercâmbio

Além das multinacionais, que já baseiam seu planejamento estratégico na atuação em diversos países, muitas empresas nacionais também já entendem que precisam expandir seus negócios para outros mercados.

Por isso, elas procuram novos profissionais que tenham a capacidade de entender as demandas desses mercados para promover o crescimento da companhia. Eles recebem até mesmo um nome: jovens com cabeça global.

Uma das formas de se tornar uma dessas cabeças é investir em intercâmbios produtivos. Eles fazem com que o futuro profissional retorne com habilidades que adquiriu por meio da convivência com outras culturas.

Mais que isso, eles sabem exatamente o que oferecer a esses outros mercados e como abordá-los para obter sucesso nas organizações e contribuir para a expansão da empresa.

Domínio de outros idiomas

Em um mundo globalizado, o domínio de outras línguas, especialmente o inglês, é essencial. O idioma promove o acesso ao conhecimento, a capacidade para interagir com equipes multinacionais e a oportunidade de negociar sem intermediários e conseguir contratos vantajosos.

Coaching

Assim como o aspirante a executivo precisa investir em uma formação contínua, também deve reservar tempo e recursos para a realização de um trabalho de coaching.

Lembre-se de que, assim como você, outros profissionais estarão em busca dessa oportunidade. Por isso, é provável que eles invistam em um projeto de desenvolvimento individual parecido.

A vantagem do coaching é que ele promove um desenvolvimento realmente individualizado. O coach ajuda você a identificar seus pontos fortes e fracos, além de apontar soluções para adquirir os conhecimentos e as habilidades que precisa. Dessa forma, você se tornará um profissional completo e apto a desempenhar com competência as suas funções no cargo.

Quais habilidades preciso desenvolver por conta própria?

Nem todas as habilidades esperadas de um executivo podem ser aprendidas em sala de aula. Por isso, seu desenvolvimento precisa abranger uma lista de conhecimentos e competências que devem ser adquiridas no dia a dia.

Lembre-se de que, antes de estar habilitado para dirigir uma empresa, é preciso demonstrar sua capacidade para dirigir a própria carreira. Portanto, cabe a você a iniciativa de avaliar suas próprias conquistas e correr atrás dos requisitos que deve adquirir. Vamos pensar em alguns deles?

Visão sistêmica

Não é pequeno o número de trabalhadores que acreditam que simplesmente chegar à empresa e executar suas tarefas mínimas é o suficiente. Em sua concepção, são “pagos apenas para isso”.

Porém, esse não é o caminho para se tornar um executivo. Para dirigir um departamento ou uma empresa, é importante ter disposição para assumir grandes responsabilidades e saber como cada pequena atividade realizada pelos colaboradores contribui para o resultado geral da organização.

É preciso entender como as funções e os departamentos se relacionam, e compreender o papel de cada um na concretização dos objetivos organizacionais. Isso é chamado de visão sistêmica, uma habilidade fundamental que não é ensinada, mas que depende do interesse do profissional em conhecer os processos e procedimentos da empresa.

Capacidade para se adaptar a diferentes cenários

Um executivo precisa estar plenamente capacitado para enfrentar os desafios do mundo dos negócios hoje, ao mesmo tempo em que deve estar sempre preparado para se adaptar às mudanças de um mercado em transformação.

O cenário econômico muda, a tecnologia evolui e as expectativas dos clientes e da sociedade também. O executivo precisa analisar esse quadro para antecipar essas mudanças e preparar a empresa para estar sempre à frente da concorrência e antenada aos desejos do consumidor.

Habilidades interpessoais

Entre as mais importantes habilidades para um executivo está a sua capacidade para se relacionar com pessoas e obter resultados por meio delas.

Ele precisa se relacionar com fornecedores, funcionários, gestores de outras equipes e todo um grupo que precisa tanto de inspiração quanto de orientações práticas — e, por isso, sua forma de interagir com essas pessoas é fundamental.

As habilidades interpessoais de um executivo contribuem para:

  • a retenção de funcionários com alto nível de desempenho, que permanecem em uma organização quando o modelo de gestão produz valorização e engajamento;
  • o estabelecimento de um ambiente de trabalho mais agradável, o que contribui para a produtividade dos funcionários;
  • o entendimento dos processos da empresa, a detecção de falhas e a correção de problemas, pois a comunicação e o bom relacionamento estimulam a cooperação em prol de uma solução;
  • a construção de uma reputação para a organização como boa empregadora, o que faz com que ela seja procurada por excelentes profissionais disponíveis no mercado — e o resultado disso é a melhoria na performance da equipe;
  • a mobilização e a motivação de pessoas para que elas realmente se empenhem e façam o que for necessário para alcançar os objetivos da organização.

Como um executivo é contratado?

Para os “reles mortais”, um processo seletivo normalmente envolve descobrir a vaga de interesse, enviar o currículo e demais materiais solicitados pelo contratante, passar por uma entrevista, dinâmicas de grupo e, às vezes, um teste. Geralmente, trata-se de uma concorrência entre vários profissionais em uma corrida pelo emprego dos sonhos.

Esse processo é um pouco diferente para um executivo. Esses profissionais de alto escalão costumam ser “caçados” por recrutadores especialistas na contratação de pessoas para ocupar os cargos mais estratégicos dentro da empresa — os chamados headhunters —, que vão atrás de encontrar exatamente o que a empresa necessita.

O que é executive search?

Chama-se de executive search o processo de seleção e contratação de executivos para as organizações. Esse é, atualmente, o principal serviço dos headhunters, que é prestado em forma de consultorias. Ou seja, o recrutador de executivos não é um funcionário regular da empresa, mas um profissional acionado especificamente para aquela tarefa.

O primeiro passo da executive search é a seleção de currículos. Hoje em dia, o lugar onde os caçadores de talentos vão buscar alternativas é o LinkedIn. É nessa rede social que eles começam a selecionar possíveis candidatos à vaga em questão. Para encontrar os candidatos, os recrutadores usam palavras-chave de acordo com a descrição da vaga que foi passada pela empresa.

Selecionados os currículos, é hora de partir para as entrevistas. Alguns candidatos nem chegam a essa fase. Dependendo do escopo da vaga, já são eliminados na etapa de análise dos CVs, pois a busca por profissionais para ocupar cargos estratégicos necessita de foco e não há margem para erros.

Durante a executive search é avaliado também se o candidato a executivo tem um perfil de trabalho alinhado à cultura organizacional e aos valores da empresa. Afinal, é considerada uma falha terrível do headhunter se, depois da contratação realizada, ficar evidente que o profissional não consegue se adaptar ao ambiente da empresa e que precisa ser substituído depois de pouco tempo.

Depois de realizada essa seleção criteriosa, são apresentados os “finalistas” à empresa. É comum que o headhunter leve à direção as três melhores opções para a organização escolher a que preferir. Mas também é muito normal que o próprio recrutador já indique qual é a sua preferência com base na sua experiência em contratações desse tipo (e ser o Número 1 na visão do caçador de talentos já é meio caminho andado para ser o vencedor da vaga).

Ser contatado por um headhunter é considerado, de uma forma geral, como um símbolo de sucesso profissional. É o primeiro passo mais tangível para o sonhado emprego como executivo.

Para ser encontrado por esses recrutadores especializados, o primeiro passo — além, é claro, de investir em uma formação sólida e em constante renovação — é manter um perfil completo e atualizado no LinkedIn. Faça uma boa descrição de si mesmo como profissional, valorize as suas experiências — sem mentir, pois isso é uma prática condenável no mundo corporativo — e justifique gaps entre empregos. Isso ajudará o headhunter a encontrar o seu perfil em meio aos tantos bons profissionais presentes na rede atualmente.

O que as empresas avaliam na hora da contratação?

Em uma contratação de executivos, além das habilidades técnicas e dos conhecimentos de mercado, outro aspecto que tem muito peso na decisão dos recrutadores são as chamadas soft skills — ou habilidades interpessoais. O termo representa as competências que não são aprendidas nas salas de aula, mas que são fundamentais para o bom desempenho do trabalho. Em alguns casos, elas são o diferencial do profissional no mercado.

Alguns exemplos são a orientação para a solução de problemas, capacidade de avaliar riscos, perfil de liderança, habilidade para o trabalho em equipe e vários outros. Em algumas situações, essas soft skills são o fator decisório na contratação e são até mais importantes do que as habilidades técnicas — já que é mais fácil ensinar os processos de uma determinada área do que ensinar um profissional a ser um melhor comunicador, por exemplo.

Confira, nos próximos tópicos, alguns exemplos de soft skills muito valorizadas pelas empresas, independentemente do ramo de atuação.

Pensamento crítico

O executivo é um profissional que precisa ser capaz de pensar por si mesmo, ainda que isso signifique questionar as orientações do conselho diretivo da empresa ou do quadro de acionistas. Para isso, é essencial conseguir pensar de forma autônoma e argumentar quando tiver uma opinião diferente.

Criatividade

Hoje em dia, é seguro dizer que as empresas que não inovam estão fadadas à morte iminente. Em um mundo em constante transformação como o nosso, não mudar significa ficar para trás. E a criatividade é a caixinha de onde surgirão as ideias para novos negócios, novas formas de atuação, novas maneiras de interagir com os públicos.

Negociação

Uma das atividades-base do dia a dia de um executivo é a negociação. E engana-se quem pensa somente em reuniões com investidores e nas altas cifras do mundo dos negócios. A negociação também está presente nas atividades mais corriqueiras, como a implementação de um novo processo no departamento. As mudanças devem ser negociadas com a equipe, de forma a obter uma melhor adesão.

Qual é o futuro da carreira de executivo?

Com as mudanças no mercado de trabalho, é esperado que os executivos estejam preparados para lidar com as principais tendências e saibam transformá-las em vantagens competitivas para as organizações. Conheça algumas delas nos próximos tópicos.

Flexibilidade

De forma geral, espera-se que nos próximos anos o mercado abra possibilidades para opções de trabalhos mais flexíveis. Isso é válido também para executivos e suas equipes.

Atualmente, a tecnologia já permite a prática do home office por parte de muitas organizações. A expectativa é que essa possibilidade se amplie e que as equipes e diversas funções sejam executadas ou gerenciadas dessa forma.

Automação de processos

A alta competitividade do mercado obriga as empresas a serem mais produtivas. Por isso, os gestores precisam entender que a automação de processos é fundamental para tornar os negócios mais rentáveis, precisos, ágeis e confiáveis.

A inovação que promove a automação não pode ficar de fora da pauta das principais companhias. Ela é uma ferramenta fundamental para gerar excelência e elevar uma marca diante de um mercado exigente e competitivo.

Mais anos no trabalho

Não é só o cenário econômico ou as reformas trabalhistas e previdenciárias (já realizadas e as futuras) que afetam o tempo de trabalho dos executivos. Em muitos casos, a iniciativa para permanecer mais anos no posto é uma opção pessoal.

De uma forma completamente diferente do que muitos pensam, permanecer mais tempo na carreira não é simplesmente uma opção econômica. Para esses executivos, trata-se de “gostar do jogo” e saber que sua condição de bom jogador ainda pode render muitos negócios extraordinários.

Por isso, estudos mostram que uma das maiores dificuldades que os executivos em fim de carreira enfrentam é justamente decidir o momento de se afastarem dos negócios. Eles se acostumaram a encarar desafios e a desfrutar do status que o sucesso proporciona e não se sentem preparados para abrir mão dessa situação.

Outro aspecto que retarda a aposentadoria de executivos é justamente o senso de que sua experiência pode ser convertida em uma contribuição para a sociedade. Eles têm muito a ensinar a quem está iniciando a trajetória profissional — e esse é um motivo para continuarem ativos.

Dedicação a uma nova carreira como consultor ou empreendedor

É justamente esse papel de contribuição que leva muitos executivos a investirem em novas carreiras como consultores ou empreendedores.

A consultoria é uma forma de compartilhar conhecimento, participar da formação de novos líderes, ajudando-os a analisar as possibilidades de forma mais madura e a evitar os erros que cometeram e as consequências que enfrentaram no passado.

Já o empreendedorismo é uma alternativa mais “aventureira”. Durante anos, muitos desses profissionais sonharam em ousar nos negócios, mas o compromisso com os resultados e a sobrevivência de grandes companhias já estabelecidas os levaram a adotar posturas mais conservadoras.

Agora, ao final da carreira, eles podem se dar ao luxo de iniciar um novo empreendimento, sem grandes pretensões, no qual possam praticar essas ousadias e ver como elas funcionam no mercado. Com estabilidade financeira, é possível destinar uma parte dos recursos à realização de sonhos ou ao enfrentamento de novos desafios.

Se você chegou até aqui, já percebeu que a carreira de executivo significa assumir uma grande quantidade de responsabilidades e viver sob a expectativa de levar a empresa cada vez mais longe e fazer brilhar os trabalhadores sob o seu comando. É o sonho de muitos, mas é uma escolha que deve ser feita com sabedoria, pois o nível de exigência é alto.

Agora que você sabe mais sobre a carreira de executivo, você se enxerga sentado na cadeira mais alta de uma empresa? Compartilhe este material nas suas redes sociais e converse com os seus amigos sobre o assunto!

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