Por que o ensino tradicional não engaja mais os alunos?

By Comunicacão FAPPES 1 mês ago

Você já deve ter ouvido a famosa frase: “nada é permanente, exceto a mudança” — e ela realmente faz sentido! Procure comparar (seja perguntando para seus avós, seja pesquisando na internet) como era um telefone, um carro ou ferro de passar cerca de 60 anos atrás e como são esses mesmos itens no dia de hoje.

Certamente, você verá uma grande diferença na estrutura e na função de cada um desses objetos, pois todos eles evoluíram com o passar do tempo. O mesmo aconteceu com o modo de se comunicar, trabalhar e se locomover. Apenas uma única coisa não mudou muito: o modo de estudar.

Neste post, você vai entender porque o ensino tradicional está cada vez mais ultrapassado e ineficaz em uma sociedade que prioriza a inovação.

Como é o ensino tradicional?

Aproveitando a experiência, peça para seus pais e avós contarem como era a sala de aula em que estudaram para também comparar com a que você estudou. Não se espante se a descrição for a mesma: um grande número de alun@s enfileirados em carteiras, tod@s de frente para um quadro, enquanto alguma autoridade (detentor@ de todo o conhecimento) repassava informações.

O conteúdo não poderia ser questionado, @s alun@s não tinham liberdade para duvidar das afirmações ensinadas, e a assimilação de tudo aquilo era testada em questionários técnicos, os quais os alun@s resolviam sozinh@s. Bons resultados eram motivo de parabenizações, e notas ruins eram dignas de punições ou advertências.

Até hoje, muita gente insiste em dizer que é só para isso que as escolas servem: repassar informações técnicas sobre português, matemática, geografia, ciências etc. Afirmar isso, com a consciência de que @ profess@r atua apenas como trasmissor/a de conteúdo mostra uma visão muito limitada sobre a educação.

A nossa Constituição Federal, em seu artigo 205 especifica que: “a educação (…), será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Tendo isso em vista, será que o sistema protagonizado pelo ensino tradicional realmente atende a todos esses quesitos ou está falhando constitucionalmente conosco?

Por que o ensino tradicional não funciona mais?

O cérebro humano é uma das peças mais complexas a serem estudadas no mundo. Uma só pessoa pode possuir vários tipos de inteligência (lógico/matemática, linguística, espacial, musical, corporal/cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial) e, ainda assim, o ensino tradicional só se encarrega de desenvolver duas ou três delas.

Na sala de aula convencional, o ensino é o mesmo para todos. Além de desconsiderar as particularidades e talentos de cada alun@, todas as perguntas feitas já possuem uma resposta correta. Não há poder de escolha sobre a criação de novas respostas, muito menos questões.

O problema é que, na vida que acontece fora da sala de aula, não há respostas prontas. E @s alun@s não são preparad@s para saber lidar com isso, porque não aprendem a confiar no processo de criação de suas próprias respostas, escolhas e opiniões.

Na verdade, @ alun@ se sente desestimulad@, porque as instituições de ensino vão pelo caminho oposto ao procurar formar pessoas passivas, inseguras, com medo de correr riscos e dependentes de uma validação externa.

Além de minar a liberdade individual, o ensino tradicional também pressiona e estressa. Afinal, se a metodologia e as respostas são sempre as mesmas para tod@s, isso significa que @s alun@s são obrigad@s a competir, e não colaborar entre si para se destacar no cenário educacional.

Como quebrar esse molde?

Para engajar @s @lunos, basta oferecer uma metodologia que tenha sentido e utilidade para el@s. Mas como fazer isso levando em conta a individualidade de cada um?

Nesse caso, a solução é ensinar e estimular @ estudante a criar suas próprias estruturas de capacitação e aprendizagem para os motivos que el@ deseja alcançar, seja na vida pessoal ou profissional.

Muitas atitudes precisam ser tomadas para que esse objetivo seja atingido. As principais delas são:

Acabar com a hierarquização desnecessária

Isso não quer dizer que a educação moderna deva dispensar mestr@s ou professor@s, mas que possa adotar um novo papel para que @ gestor/a educacional tenha um perfil menos industrial e também menos instrutivo, por meio da criação de uma sala de aula invertida.

Sendo assim, em vez de se tornar apenas um recipiente de informações, @ alun@ passa a ser protagonista de seu próprio aprendizado, estimulando sua capacidade crítica e reflexão enquanto é conduzid@ (e não ordenad@) pel@ professor/a. Amb@s trabalham de forma colaborativa, e não subordinada.

Trazer a tecnologia para a sala de aula

Com tantas ferramentas e dispositivos tecnológicos que aguçam a curiosidade de seu público e incentivam a pesquisa, não faz sentido deixá-los de fora das instituições de ensino.

O uso de recursos digitais educativos que deixem @ alun@ em sintonia com o mundo atual, como acontece com a gamificação e a interatividade, não são apenas bons para promover dinamismo na sala de aula, mas também para aumentar o interesse d@s estudantes sobre o conteúdo visto.

Personalizar o aprendizado

Por muito tempo, houve apenas um modelo de escola no qual as pessoas tinham que se adaptar ao sistema para aprender. Mas as pessoas mudaram, o mundo mudou. Hoje, pela primeira vez, as escolas estão começando a se adaptar às pessoas.

O sistema Blox é um exemplo dessa nova realidade. Nele, não existem programações ou matérias padronizadas para tod@s. É @ própri@ estudante que decide o que, como e quando vai aprender. Assim, el@ pode optar por selecionar apenas as disciplinas relevantes para sua carreira.

Essa mudança é capaz de proporcionar diversas vantagens como: melhoria da participação e interesse d@ estudante, flexibilidade de tempo e melhor aproveitamento da disciplina ofertada.

Como você pode perceber, o ensino tradicional — que é acorrentado apenas à transmissão de conteúdo — precisa ser repensado para que as meras informações se transformem em experiências, cultura e processos colaborativos. Isso pode incentivar a vivência e construção conjunta de um tipo de conhecimento mais construtivo e inovador.

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Categories:
  Gamificação, Inovação, Metodologia Ativa

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